terça-feira, 27 de janeiro de 2009

FILÓSOFOS SÃO CÍNICOS

Os cínicos são os filósofos genuínos, autênticos; muito do que se chama filosofia é só parte filosofia, concerne à lógica, à razão. A filosofia real, verdadeira, existente em cada ser humana, a filosofia voltada para a vida , a filosofia que contempla a vida, somente pode ser encontrada no comportamento do filósofo, do homem cético que pensa ao invés de crer. Lógica, ciência, espistoemolgia, ética, metodologia, são técnicas fundadas em uma crença, na credulidade do pensador e dos que o ouvem, seguem- no ou o lêem o pensador.
O filósofo cínico é o filósofo da sátira, o incréu, aquele homem sábio e experimentado, vivido, o grande desprezador de tudo, inclusive de si mesmo, que vive livre e ri-se de tudo, até de si mesmo e de suas crenças arraigadas no solo do cérebro como ervas daninhas agarram a terra.
Os cínicos que abandonaram o mundo e a si próprios, ao eu e ao alter ego ( alter ego muitas vezes focado em coisas que em outro ser humano ou ídolo ou herói estabelecido na mente na forma virótica de arquétipo), estes filósofos, que somos nós quando o queremos, não crêem : não crêem no mundo, na natureza, na sociedade humana ( é melhor crer na sociedade das abelhas ou cupins, nossas semelhantes naturais ) ou em si mesmos sequer : são ateus de tudo como as flores do campo, as flores silvestres que, quando cultivadas por seres humanos ficam similares em crença : deixam de ser flores livres e atéias, esperando somente que o sol caia sobre elas.
As flores cultivadas ficam bobas, assim como os animais domesticados tendem a ficar tão estúpidos quando seus donos humanos, mesmo porque onde há escravidão o ser murcha em flor. ( O conceito de escravidão aqui não está voltado a face para o espelho dos conceitos narcisistas sociais, nem para a morte do Narciso social que mergulha a face no arrio social até morrer afogado. O social como meio de suicídio).
O filósofo mesmo cuida da vida, não de pensar a vida, mas de vivê-la com sabedoria, ou seja, provando a vida livremente, independente de ser rico ou pobre, indiferente às prisões da riqueza, da santidade, da filantropia ( ou licantropia invertida?), enfim, da escravidão a si ou às coisas, à escravidão cruel que a riqueza traz e faz esquecer com requintes e luxos que nos levam a alma, ou seja, que nos levam a vida, a qual passa sem que demos conta dela. Vida trocada por dinheiro, muitas moedas tilintantes, que a compram aos ricos e tentam os pobres ( A tentação de Santo Antão, de Salvador Dali, pintor surrealista, talvez diga isso numa parábola contada com tintas e contornos de formas sonolentas, na parábola do surrealismo, que foi a loucura de um tempo; cada tempo tem sua loucura : romantismo, classicismo, existencialismo. A loucura de um determinado tempo, na juventude ou na velhice é o que chamamos eufemisticamente de história que, na realidade natural, é comportamento zoológico e botânico que nos impulsiona ).
Nietszche, em sua filosofia trágica, não é nada menos que um filósofo cínico, que trata da ética ( e nesses tratados eruditos, sobre ética, é, não obstante, conquanto brilhante , não passa de um crédulo e, portanto, não é ainda um filósofo, é menos que um filósofo, apenas um um estudioso, um erudito e sábio, pois um filósofo em nada crê, muito menos na ética, que não passa da teoria de Platão ideada para o comportamento do bicho de fábula, que é o homem : animal retratdo, descrito nos tratados zoológicos das fábulas pelos escritores descendentes dos filósofos cínicos.
Da sátira dos filósofos, ou seja, dos cínicos, à fábula dos sábios em zoologia humana ( a ciência hoje é ainda antropocêntrica demais para ter essa visão crítica da fábula. Na realidade, retraímos intelectualmente, na ciência, do conceito de fábula, vinculado ao conceito de sátira que os filósofos e cientistas ( os fabulistas) sabiam com perfeição).
A filosofia cínica é universal, não é um ato mental restrito, adstrito à grécia, como o é a lógica, a Ética, onde Aristóteles é um tratadista do filósofo quando escreve " Ética a Nicômaco"; tratado sobre o filósofo, que não escreve sobre ética, mas faz da ética seu pensamento e ação no cotidiano, entre as pessoas do povo e das elites, ambos famintos de tudo o que é substancial.
Povo e elite somente ama a futilidade, a frivolidade : não amam a vida; não olham sequer uma nesga de erva presa à torre do castelo ou choupana onde estão presos aos seus ricos ou míseros objetos. A ética, toda ética, é tão-somemnte a descrição do comportamento racional, sereno e livre do filósofo.
O homem comum vive de ajuda e auto-ajuda, seja rico ou pobre. Filósofos vivem de si e saboreiam o mundo, não apenas indiretamente, através do dinheiro, posição social, poder, mas diretamente, extraindo da natureza a botânica em forma de ciência, de pensamento, de comportamento e de zoologia, enfim, extraindo toda a fortuna da vida e colocando em sua vida, em seus sentidos e pensamentos.
Filósofo são cínicos, são andarilhos sem sombra na terra : monges cônscios de sua solidão sobre as ervas que pisam e o céu que olham, as árvores e arbustos em que colhem a sombra e a fruta. Fruto, no conceito botânico e fruta na concepção gastronômica; gosto, sabor, na realidade plena da vida, sempre totalmente conectada à natureza.
Os filósofos´ não se centram no eu, antes o abandonam, porquanto sabem como ninguém que o ego é tão-somente uma ficção social embutida pelas instituições, que ego e suprego. como queria Freud e Jung, são invenções sociais para manter os tolos ocupados, distraídos : a construção do ego não passa da construção de uma entidade alheia ao indivíduo, de um produto social, uma instituição dentro do indivíduo.
O filósofo se livra mais desse fardo, o ego e , destarte, defende-se desse estratagema social que o encurrala na guerra praticada por alguns indivíduos ou grupos que se assenhoram do mundo contra a maioria desprotegida : o povo. O filósofo não se fundamenta nessa ilusão de ego, ele deixa livre o animal que é a realidade dentro dele, no corpo ( o corpo é o sábio, é o mestre único, basta ouví-lo e seguir seus instintos selvagens e sua capacidade natural de percepção animal, sua vida vegetativa de árvores, bem como seu aspecto mineral, nos sais minerais e nos ossos, estruturas mineralizadas para conduzir e proteger a vida,que o corpo humano é uma reunião do que se chamava de três reinos : mineral, vegetal e animal).
O filósofo é como o cão : cínico ( cão) no sentido que nada lhe importa, senão o que ele come e bebe, ou seja, senão a vida como ela é e não as ficções idílicas de ideais que vêm desde Platão e invadiu o pensamento humano a ponto de criar ficções como o ego, de onde provem ficções do Direito e outras. Não sei e não importa se essa concepção sobre o cão, dos gregos, era assim como a exponho, mas o que importa é que os cínicos, filósofos, ganharam este epíteto graças aos outros sábios, aos outros filósofos e não do povo, que se preocupa com pão e circo e não com a existência no sentido mental, intelectual; logo, o nome de cão dado a eles pode não ser apenas pejorativo, mas vir de uma concepção dos filósofos de escolas rivais que, certamente, queria ridicularizar e desvirtuar seu pensamento e sua filosofia, colocando-a ao alcance do cão, um animal, como qualquer outro, cujo objetivo prioritário é o de se alimentar, fingindo que ama o dono, quando ama o que come e aceitando de bom grado nossos donos, desde que lhes ofereça alimento, que é o importa ao cão e todo animal e inseto ( a vida dos animais é exclusivamente voltada para a sobrevivência.
Todos os homens vencedores são filósofos cínicos; uns apegados às coisas e impérios que constroem ou conquistam e a si mesmos : os ricos e milionários, políticos e empresários impiedosos, elite de comando, reis da Terra e do universo ; outros, despojados de si mesmos : os sábios, cientistas, poetas, que são os filósofos ou reis intelectuais : a elite da inteligência abstrata, da selvageria transformada em estudo e do gozo prático da vida graças aos seus sentidos acurados ao extremo, seus instintos próximos aos dos animais.
( CÍNICOS : Diógenes, o cão , o Sínope; Diógenes - filósofo - grego - da Grécia - escola de Filosofia - Diógenes - cínicos - filósofo - cinismo - cão - Diógenes - Menipo, da Menipéia de Luciano de Samósata ; filósofo - Menipo - cínico - Diógenes - Menipo - Luciano - Menipo - menipéia - cínicos - cinismo - Menipo - filosofia - menipéia -Menipo - filósofo - Sócrates - Platão - Aristóteles - Sócrates - Platão - Aristóteles - Sócrates - Platão - Aristóteles - Sócrates - Platão - Aristóteles - Sócrates - Platão - idéia - Platão - déias - ideal - Platão -idéia - idealismo - Platão - idéia - Platão idéia - Platão idéia - Platão -idéia - Platão - filósofo - Platão - filósofo - Platão - filósofo - Platão - filosofia - Platão filosofia - Platão - filosofia - Platão filosofia - Platão - filosofia - filosofia - Platão - filosofia - Platão : idealismo - Platão : idealismo - Platão : idealismo : Platão : idealismo : Platão : idealismo - amor platônico - amor platônico - amor platônico - amor platônico - amor platônico - amor platônico - amor platônico - amor platônico - amor - perfeito - platônico - amor perfeito - platônico - amor - perfeito : platônico - amor perfeito : platônico - amor ideal - platônico - perfeito - amor platônico - filósofo Platão - idéia - ideal - amor socrático - amor socrático - amor socrático - amor socrático - platônico e socrático - formas de amor : socrático e platônico - amor socrático e platônico - Platão e Sócrates e Aristóteles - filósofos - gregos - Aristóteles - ética - filosofia grega - ética - Aristóteles - ética - metafísica - ética Aristóteles - filósofo - Platão - Aristóteles - ética - metafísica - filósofo - Aristóteles - física - metafísica - Aristóteles - física e metafísica - ética - Aristóteles - ética - metafísica - física - Aristóteles - ética- filosofia - metafísica - física - filósofo - grego - ética - Aristóteles - física - metafísica - filosofia medieval - escolástica - Aristóteles - São Tomaz de Aquino - teologia cristã - suma teológica - Aristóteles - Tomaz de Aquino - igreja - filosofia - Aristóteles - filósofo - medieval - Idade Média - Aristóteles - filosofia - teologia - ontologia - Aristóteles - aristotélico - Santo Tomás - São tomaz Aquino - teólogo - medieval - escolástica - filosofia - São Tomás - Santo Tomaz de Aquino - teologia - teólogo - greja - medieval - São Tomás - santo Tomaz Aquino - teólogo - medieval - Santo - teologia católica - igreja - teólogo medieval - escolástica - idade média - Santo Tomás - Tomaz de Aquino - Santo Tomás - Tomáz de Aquino - Santo Tomás - Tomaz de Aquino - tomás - teologia - Santo Tomás -Tomaz de Aquino - Teologia - suma teológica - São Tomás - Santo Tomaz de Aquino - teologia - vida e obra - santo - biografia - teologia - vida e obra - São Tomás - Tomaz de Aquino - vida e obra - biografia - Santo Tomaz - São Tomás de Aquino - biografia - vida - obra - teologia - São Tomás - Santo Tomaz Aquino - escolástica - igreja católica - santo - teólogo - teologia - biografia - Aristóteles - biografia - vida e obra - Aristóteles - biografia - vida e obra - Aristóteles - biografia - vida e obra - Aristóteles - biografia - vida e obra - Aristóteles - filósofo grego - ateniense - estagirita - Aristóteles - metafísica - vida e obra - filosofia grega - Aristóteles física - ética -
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