Agua entra por um paul /
e sai por outro paul /
- água em paul /
é saracura ou jacaré /
( jacaré é água /
saracura é menos água /
mas aquática é ) /
ou ave do pantanal mato grossense /
- imenso e esparramado tuiuiui /
voando pelos céus esgarçados /
ou deitado no ato de serpentear /
por entre terras de todo modo /
- modo de rocha ou barranco /
ou ervas no caminho /
a caminho do tronco do ipê roxo /
ou das lianas que trepam feito serpentes /
nas muralhas extensas /
Água ronda e rói moinho /
rui moenda /
move moinho /
motiva moleiros /
movimenta-se e se arrasta no cipó e no vento /
- no vento do moinho /
no vento em popa /
a bombordo ou estibordo /
barlavento ou sotavento /
na palmeira que balança o vento /
em suas palmas verdejantes /
de brilho verde de sol /
e não verde de buritis /
Água sopra moinhos /
- moinhos de vento /
de vento em popa /
ou aproando para a tamareira /
o coqueiro dançante /
- louco dançarino em frenesi /
enlouquecido pelo vento ensandecido! /
( Água é um paul em inércia /
até a primeira força centrípeta /
ronronar no motor de popa /
motor de proa /
a aproar para a ilha /
insulada no arquipélago de Galápagos ) /
O sol puxa a água para cima /
leva-a ao cimo /
até a nuvem /
Oh! nefelibata! /
Nefelibata água /
que pisa nas nuvens /
anda e desanda nas nuvens /
"vive" nas nuvens /
com pés descalços /
da carmelita descalça /
Santa Terezinha do Menino Jesus /
com pés enxutos! /
e desce num aguaceiro /
pela perna da água pernalta /
da ave pernalta que levanta vôo /
- a pernalta ave /
denominada saracura /
a saracura do brejo /
amante da lagoa /
em perene solitude no paul /
deusa do paul /
eremita de paul /
descalça no paul /
não carmelita /
mas ser mais livre /
que o vento quanto bate na palma da palmeira /
ou no moinho de vento /
que sabe a Van Gogh /
e sabe a Monet ) /
A água sai por baixo /
escapa da mão /
entra na erva /
- erva adentro vai /
é seu destino /
dentre outros destinos /
a caminhar no mel /
no anel do mel /
em gotas milimétricas /
escorrendo pelo abdômen da abelha /
( Arrostando o destino das águas /
a me mover por dentro e por fora /
vou sabedor de que talvez ninguém me espere /
no marco zero em que a lua deixou o palor /
do luar em noite de dama-da-noite /
espargindo fragrância /
junto aos jasmins ou bogaris ... /
no candor do alvor /
de barra da alva /
flor de laranjeira em aleia /
alameda leda /
e estrela da manhã inteira /
- estrela do orvalho /
sentenciado madrugada fora /
até galo na aurora ) /
Água que entra pelo pé da erva /
ou voa no ar /
flutua /
flui /
fluente no afluente /
no riacho que acho ancho /
na uva que dá em cacho /
na umidade do cacho /
e nos cachos encaracolados da cachoeira /
- nos cachos espumantes da cachoeira /
rolante cachoeira na torrente /
tonante tonitruante e sempre avante! /
a se esgueirar entre pedras /
- entre as pedras cinzas /
ou acinzentadas pelo lamber da tinta das águas passadas /
nas línguas das águas pretéritas /
- águas que movem moinhos /
na água e no vento /
moinhos de água e vento /
e seus pássaros moleiros /
mandriões impávidos na procela /
que arranca o mar do fundamento /
e despedaça o brigue à deriva /
na vela branca pintalgando a paz /
- a paz branca de medo /
indo para o fundo do mar /
soçobrado o brigue /
em "Pax romana" /
a pior paz /
- paz com pá de cal na cova rasa /
do soldado vivo!!! /
Água entra no líquido /
invade o espaço gasoso /
evola no ar /
navega no mar /
se fecha no gelo hermético /
na mais sólida geleira /
desce na escada branca da geada /
a passo branco e brando de neve /
e gira em ciclo /
- o completo ciclo da água /
que toma todos os estados /
como se fosse um general do Império Romano em campanha /
a conquistar a Terra /
e com a águia tomar o céu /
que água corre em corpo de águia /
e da harpia que pia pequenina /
com o bico aberto no ninho /
Água tem estado por aí e aqui /
no estado do czar /
santa Rússia de estepes e tundras /
mujiques e cossacos /
Outrossim no estado sólido do "iceberg" /
entre o calor que a derrete /
ou ferve-a até que evole pelos caminhos espiralados no ar /
e o frio que torna sólido o seu estado /
dos gases que sopram o espírito na letra do homem /
quais anjos nobres a soprar trombetas /
anunciando o rei e a parusia /
Água a rumorejar na fonte rumorejante /
que rumoreja morro abaixo /
descendo o monte em cascatas saltitantes /
à moda das cabras montesas /
a nadar no peixe... /
a envolver o peixe /
por dentro e por fora /
nos dois mundos do peixe : /
o mundo de água por fora /
e o mundo de água por dentro /
pois o peixe nada dentro da água /
mas a água nada dentro do peixe /
e também salta o que salta o peixe /
salta junto ao peixe /
dourado ao sol no anzol /
- do peixe que nada é /
e não nada mais na piscina /
se não tem a água /
que lhe nada por dentro /
e a água em que ele nada fora /
água tônica /
( água-túnica! para deleite d'alma /
refrigério e regozijo do espírito do vinho) /
água da vida em abundância /
porquanto sem água /
o peixe volta ao nada /
nada para o nada célere /
pois a água o conserva em vida /
destila a alma do arroio ao rocio /
é fonte de toda vida /
vida abundante /
em abundância pedra afora /
- fluir de que fala Jesus Cristo /
e com que batiza João, o Batista /
profeta de alto coturno /
Outrossim a água é "insetivante" para insetos avante na chuva /
a qual enceta o espetáculo do saltimbanco Moisés bíblico /
o prestidigitador Moisés /
ser anfíbio nos girinos e demais anuros /
porquanto sem água girando no girino adentro o corpo pára /
fora e dentro /
- pára e queda!!! /
sem pára-queda /
no serafim que se apaga /
não mais lucifera nos pirilampos noctívagos /
e cai em queda de anjo e arcanjo retinto /
para o qual arranjo é banjo /
ou banho com imersão na torrente batismal do Jordão de João /
( a água só é pára-queda na chuva ) /
mesmo porque a água que resta /
em corpo de cadáver /
está quase seca e estagnada /
apenas cumprindo a função de chamar a vida /
que então atende com batalhões /
de vermes, fungos e bactérias devoradoras de tecidos mortos /
na invasão das legiões romanas naturais /
a atacar corpos mortos /
e o peixe sem água é peixe sem vida /
ou peixe sem alma /
se fosse cristão /
como o símbolo /
mas e pagão como o latim do romano /
no tempo em que o império era romano /
e Roma o mundo em latim e legião /
duas falanges hostis aos bárbaros /
( Sem água o peixe pagão volta ao nada /
- nada no nada /
retorna ao símbolo cristão do peixe /
na parábola do milagre dos peixes /
porque sem água o corpo perece /
falece, ocorre a falência dos órgãos /
uma vez que a água restante /
vai para a secante /
da vida tangente /
nos senos e co-senos da desidratação /
em trigonometria sem oração /
que matéria viva /
é torrente de água viva /
corrente na cachoeira /
e dentro das guelras do peixe em nado /
que vivo está em pleno exercício do nado /
e morto do nada/
sem alma para animar /
- o animal da água /
Todavia todos somos peixes : /
peixes de barro /
do barro de Manoel de Barros /
Manuel Bandeira /
do João-de-Barro /
ave passariforme /
( a água vive no "peixe" do João-de-barro /
no ser písceo que nada dentro do João-de-barro /
pássaro com água /
- que pássaro com água é ave viva /
e ave viva é água viva! ) /
outrossim Adélia Prado /
( sonho de prado seria flor?! /
sob luar no orvalho a cantar /
o gotejar da noite escura /
no escuro impuro ) /
e também Ledo Ivo /
ledo na madrugada de rocio cantante e silente /
antípoda de antípoda /
antífona de antífona /
assim como sou e o foi minha avó /
enquanto em natação por dentro e por fora /
- nadadora ou peixe dentro de si /
e fora de si! /
ó bem-ti-vi-do-brejo /
inexistente na ornitologia! /
dos ornitilologistas sem pássaros /
empós o dilúculo /
em réstia de luz /
- pano ou tecido amarelo de luz /
que aponta antes da manhã tecelã /
tecer toda a túnica inconsútil do dia ) /
Água é matéria plástica /
quase imaterial ou anti-matéria /
Artista plástica /
- mais plástica que Joan Miró ou Paul Klee /
Michelângelo Buonarotti ou Rodin /
Rainer Maria Rilke ou Kafka /
- mais plástica que o plástico /
o plástico sintetizado pelo humano inumano /
produzido pela indústria do homem /
industrioso ser /
cuja indústria produz um silêncio de pedra /
originário de um reino geológico /
que era em Eras /
de um passado enorme /
quase enterrado no eterno /
ou nas geleiras das Eras Glaciais /
Água é inteligente /
inteligência nata inata /
ou inteligência em ato /
nata da inteligência /
nata da inteligência /
inteligência da vida /
viva inteligência /
( ou seria fato /
agora que escrevo /
e quando a água escreve na areia /
e na rocha e nos corpos por dentro /
abrindo o livros dos genes /
o livro do Gênesis de dentro?!/
Ou seria fato /
algo posterior ao ato /
ato passado /
que não é mais ato /
mas sim fato /
pois ato é presente /
presença no ato /
do teatro da vida /
quando a escrevo /
ponha-a em história /
ponho água na história /
nesta versificada história da água?!) /
Água que é água /
sabe tudo de geometrias /
álgebras e matemáticas /
aritméticas e algoritmos /
arabescos e motivos florais /
axiomas e escólios /
corolários e razão suficiente /
ser e tempo e espaço /
e ritmos mosaicos em Mozart /
- Mozarts e mosaicos ritmos /
logaritmos costurando leis mosaicas /
Água mensura terra /
denuncia ondulações na terra e na água /
anuncia ou enuncia vento /
sopro de vento angélico /
( antes gélido que angélico!/
para ser bem cínico filósofo /
apos o cinismo virar cristianismo /
e depois Direito romano /
que é todo o Direito /
que sobrou para os povos /
- míseros povos! ) /
´´agua demonstra a gravidade /
e a escrita do relógio do sol em raios /
a mão do sol com calor /
tecendo a história da vida /
e da arte que o sol fez passar por cada reentrância do solo /
nos desvãos que ficam em ângulos /
cavados no chão /
em senos e co-senos /
nos buracos que desnivelam o chão /
que esteja calçado por cerâmica /
ou por cimento grosso /
a grosso modo posto /
Água, agua, água...: /
- água de dar sede ao pote! /
ao pote de barro de minha avó "mariinha'"/
de um minúsculo "m" no apelido /
mas um "m" que ponho no lugar do "n" de álgebra /
- de hábito de álgebra e arabesco de pura beleza /
no coração árabe que estava escrito no Corão /
- no coração da minha avó /
mulher da mais doce safra /
outrossim escrita estava ela /
na sura ' As Mulheres" /
do magnífico Alcorão /
livro santo do profeta /
escrito de oitiva /
- ouvindo a voz do anjo de Alá! /
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
DINÂMICA ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
O maniqueísmo, que coloca as tensões mais populares : o bem e o mal,
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras
e ritos que a representassem condignamente ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstracção que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz "fonada",
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu), se houve tal personagem
fora da história, ou seja, nos
labirintos da existência ou realidade, que não tem história ou escrita
( história e escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a
história dos sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos
naturais ou escrita da natureza, que o faz também geneticamente,
memeticamente e consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e
toda a semiologia do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com
indelével energia, debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que
ocorre com o corpo escrito durante o transcurso de uma existência
individual e coletiva
( família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "em espasmos" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita; entretanto,
não se furta de ser uma vivaz representação da realidade, que é o que
é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto frase-oração,
que tecem a história ( história significa "tecido" em grego, ou em
versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios.
A forma discursiva, quer seja literária, matemática, algébrica,
geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem vivo, pois
abre uma outra existência para o ser humano, uma existência no bojo da
essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou mundo
escachoado na cachoeira e sem ser.
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram ( ou estão pintando,
debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya ou Brueguel, artista
genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e de ver com
perspicácia holandesa, que na Holanda ou Países Baixos a perspicácia
pictórica vem de Brueguel e na Espanha, de Goya; esses os doutos em
arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem sabem ler ao
que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e maior que eles!,
quando, então, ocorrem aqueles interpretações imaginosas! ou
inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade seus escritos,
no qual eles estão imersos como peixes na água do mar ou doce; a
saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual, penetrando seus
escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus objetos e ciência ou
filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos, antiguados,
decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou fundamentação é
aquela doutrina primeva, que
estrutura o cérebro humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie
de "deus ex machine!", um nada, absolutamente nada de novo, na
constatação inexorável do vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um
maniqueísta doutrinal, douto... quando iluminado pelo sol búdico,
preclaro, a cintilar na manhã de sol a iluminar ou luciferar ( ou de
Buda?!)
Contudo, não é somente o jornalista que não percebe...: a ciência ( a
ciência são seus cientistas objectados ou "subjetados" dentro dos
limites ou lindes de seus objectos lindeiros) , sob suas atividades
submissas ao objecto e ao método "para Celso" ou Paracelso, bem como
também o filósofo e o artista, ambos e todos, excepto aos engenhos e
aos sábios que mantiveram vias as enzimas sub-linguais, as papilas
gustativas, excetuados esses gênios raros e livres, os privilegiados,
distantes do rebanho mefítico em trote constante, os demais ( "os
muitos demais, os supérfluos", diria Nietzsche, o que não digo, pois
não considero ser humano algum supérfluo e pensar assim é um perigo
para si e para todos, rebanho ou escol ), esses não percebem que o
maniqueísmo ( e não o marxismo, que é um maniqueísmo moderno) é o
fundamento ontológico, filosófico e teórico de sua doutrina, que o
maniqueísmo é a doutrina ou gnoseologia sub-reptícia, uma gnoseologia
que leva à noética, a ontologia, à epistemologia, enfim, a toda a
ciência crítica, toda a ciência que não é mera herptologia.
É mister observar ou constatar quão presente em todas as ciências
está o maniqueísmo. Senão vejamos ou viajemos na maionese.
Na física a maniquéia pode ser observada na dicotomia : energia
versus(?) matéria ; óbvia na atuação ou percepção das forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força ; na termodinâmica calor
e frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons);
na química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor
os sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado ; no silogismo, ou lógica, nos conceitos ou juízos de valor
sobre o que é verdadeiro ou falso, presentes também na matemática,
álgebra, filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento
intelectual, social, sexual, científico, jurídico... do ser humano,
para não falar de causa e efeito, princípios do conhecimento, dentre
outros princípios que regem a razão e orientam a ciência.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista. personagem eleita para este drama
ou trama da razão, fica entre a verdade e a mentira, nas suas
análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris dos psicólogos (
outra personagem teatral do autor ) e outros "filólogos" ( vamos
dizer "filólogos", mesmo porque o termo é quase obsoleto depois das
semióticas, semiologias...), os quais levam a sério ( a comédia!...:
de Dante ou Aristófanes, na comédia "As nuvens", cujo tema são os
nefelibatas, que, no caso do comediógrafo grego, era Sócrates, o
nefelibata de Aristófanes!... ), tomam a sério as elucubrações gastas
ou desgastadas, obsoletas mesmo, "enervadas" num obscuro conceito, de
um psicólogo "iluminado" ( pela mídia sem Midas!), o qual trata sobre
a estrutura do cérebro, órgão este ( o cérebro é órgão? ) capaz de
se auto-enganar ( novidade!), relacionando a isso, para tornar o
texto chique-chique, a oligárquica e antiguíssima questão,no Brasil,
e no mundo, de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena
política ) , como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente
seria, pois não há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso,
de olhar terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o perceber ou
agir!, até no que escrevemos apressadamente, pressurosamente! ou o
próprio redator da dissertação, sempre com a mesma pobreza irritante
de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na doutrina de Cristo, digo,
de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na ingenuidade curial, diz que
Maniqueu é uma denominação errônea, no constatar da Wikipédia, que
diz da "errata" e posteriormente, como se eles, os de Wikipédia,
soubessem algo sobre o Mani ou Manu ou Maniqueu, pois eles mesmo, os
"Wikipedianos" ou "Wikipedintes", mendicantes frades,, logo abaixo,
dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manes ou Maniqueu, conquanto,
comicamente, consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar). Errata!
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e existe o mal!... e os escribas celebram
esse mal alheio, como se não fosse o próprio, pois não há bem ou mal
algum, excepto na teoria do conhecimento, cuja idéia mestra é o
maniqueísmo, a maniquéia, seu tema nuclear, seu cerne, o qual sustenta
e guia as ciências físicas e metafísicas, sustém o pensamento humano,
mantém vivo o espírito humano.
A maniquéia, sua função na formação do intelecto, é uma idéia
autêntica, genuína, originária, já está escrita na epopéia de
Gilgamesh ou Gilgamexe, rei da Suméria ; no livro do "Gênesis", da
Bíblia, ou Torah, ou Tanack judaico, na escritura sagrada ou sacra, ou
profana, do induísmo : Maabárata ( Mahabharata ), Ramáiana (
Ramayana) , Vedas, Upanixades ( Upanishad ), Bagavadguitá ( Bhagavad
Gita ), dentre outros, fundada numa meta-leitura, pois a leitura já
não traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes ; hoje é essencial uma
meta-leitura.
O maniqueísmo, que coloca as tensões mais populares : o bem e o mal,
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras e ritos que a representassem condignamente
ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstração que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz fonada,
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu) ou Manu, que é o Adão
mítico hindu que, no entanto, não representa um indivíduo, porém sim
uma comunidade de homens sábios, eruditos e vigorosos, que dominaram
a humanidade em sua origem, se houve tal personagem ou tais
personagens comunitários fora da história, ou seja, nos labirintos da
existência ou realidade, que não tem história ou escrita ( história e
escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a história dos
sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos naturais ou
escrita da natureza, que o faz também geneticamente, memeticamente e
consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e toda a semiologia
do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com indelével energia,
debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que ocorre com o corpo
escrito durante o transcurso de uma existência individual e coletiva (
família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "espasmódico" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita ;
entretanto, não se furta de ser uma vivaz representação da realidade,
que é o que é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto
frase-oração, que tecem a história ( história significa "tecido" em
grego, ou em versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios. A forma discursiva, quer seja literária, matemática,
algébrica, geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem
vivo, pois abre uma outra existência para o ser humano, uma existência
no bojo da essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou
mundo escachoado na cachoeira e sem ser, independe da essência, algo
puramente humano, apriorístico. O universo natural é história, em seus
signos "geoglíficos" ou geoglíficos : um " a posteriori".
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram
( ou estão pintando, debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya
ou Brueguel, artista genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e
da visão ou visualização perspicaz, holandesa, porquanto foi em
Flandres, na Holanda, ou Países Baixos, que floresceu a perspicácia
pictórica observada em Brueguel ; na Espanha, com Goya; esses os
doutos em arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem
sabem ler ao que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e
maior que eles!, quando, então, correm aqueles interpretações
imaginosas! ou inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade
seus escritos, no qual eles estão imersos como peixes na água do mar
ou doce; a saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual,
penetrando seus escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus
objetos e ciência ou filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos,
antiguados, decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou
fundamentação é aquela doutrina primeva, que estrutura o cérebro
humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie de "deus ex machine",
um nada, absolutamente nada de novo, na constatação inexorável do
vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um maniqueísta doutrinal,
douto... quando iluminado pelo sol búdico, preclaro, a cintilar na
manhã de sol ( ou de Buda?! ).
Contudo, não é somente o jornalista, personagem ou pessoa de jornal (
pesoa de papel! ou tigre de papelão! ) , como se diz hoje, no rito
teatral político-social, na comédia e tragédia nas megalópoles e nas
cidades medianas e pequenas, aldeãs, vilas, etc., não são o que não
percebe...: a ciência, sob as atividades do cientista, o filósofo e o
artista, outrossim, não percebem que o maniqueísmo ( e não o marxismo,
que é um maniqueísmo moderno) é o fundamento ontológico, filosófico e
teórico de sua doutrina, é sua gnoseologia. Na física com as forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força; na termodinâmica calor e
frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons); na
química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor os
sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado, verdadeiro ou falso, que também está na matemática, álgebra,
filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento intelectual,
social, sexual, científico, jurídico... do ser humano.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista lido, que fica entre a verdade e
a mentira, nas suas análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris
dos
psicólogos ( outra personagem teatral do autor ) e outros
""estudiólogos", leva a sério um obscuro conceito sobre a estrutura
do cérebro, o qual é capaz de
se auto-enganar ( novidade!) e a velha questão eterna no Brasil e no
mundo de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena política )
, como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente seria, pois não
há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso, de olhar
terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o
perceber ou agir!, até no que escrevemos apressadamente,
pressurosamente! ou o próprio redator da dissertação, sempre com a
mesma pobreza irritante de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na
doutrina de Cristo, digo, de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na
ingenuidade curial, diz que maniqueu é uma denominação errônea, como
se eles soubessem algo sobre o mani ou Manu ou maniqueu, pois eles
mesmo, logo abaixo, dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manu ou
maniqueu, mas consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar).
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e
existe o mal!... e os escribas celebram esse mal alheio, como se não
fosse o próprio, pois não há bem ou mal algum, excepto na teoria do
conhecimento, cuja idéia mestra é o maniqueísmo, a maniquéia.
Esta foi uma autêntica, genuína meta-leitura, pois a leitura já não
traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras
e ritos que a representassem condignamente ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstracção que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz "fonada",
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu), se houve tal personagem
fora da história, ou seja, nos
labirintos da existência ou realidade, que não tem história ou escrita
( história e escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a
história dos sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos
naturais ou escrita da natureza, que o faz também geneticamente,
memeticamente e consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e
toda a semiologia do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com
indelével energia, debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que
ocorre com o corpo escrito durante o transcurso de uma existência
individual e coletiva
( família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "em espasmos" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita; entretanto,
não se furta de ser uma vivaz representação da realidade, que é o que
é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto frase-oração,
que tecem a história ( história significa "tecido" em grego, ou em
versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios.
A forma discursiva, quer seja literária, matemática, algébrica,
geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem vivo, pois
abre uma outra existência para o ser humano, uma existência no bojo da
essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou mundo
escachoado na cachoeira e sem ser.
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram ( ou estão pintando,
debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya ou Brueguel, artista
genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e de ver com
perspicácia holandesa, que na Holanda ou Países Baixos a perspicácia
pictórica vem de Brueguel e na Espanha, de Goya; esses os doutos em
arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem sabem ler ao
que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e maior que eles!,
quando, então, ocorrem aqueles interpretações imaginosas! ou
inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade seus escritos,
no qual eles estão imersos como peixes na água do mar ou doce; a
saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual, penetrando seus
escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus objetos e ciência ou
filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos, antiguados,
decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou fundamentação é
aquela doutrina primeva, que
estrutura o cérebro humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie
de "deus ex machine!", um nada, absolutamente nada de novo, na
constatação inexorável do vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um
maniqueísta doutrinal, douto... quando iluminado pelo sol búdico,
preclaro, a cintilar na manhã de sol a iluminar ou luciferar ( ou de
Buda?!)
Contudo, não é somente o jornalista que não percebe...: a ciência ( a
ciência são seus cientistas objectados ou "subjetados" dentro dos
limites ou lindes de seus objectos lindeiros) , sob suas atividades
submissas ao objecto e ao método "para Celso" ou Paracelso, bem como
também o filósofo e o artista, ambos e todos, excepto aos engenhos e
aos sábios que mantiveram vias as enzimas sub-linguais, as papilas
gustativas, excetuados esses gênios raros e livres, os privilegiados,
distantes do rebanho mefítico em trote constante, os demais ( "os
muitos demais, os supérfluos", diria Nietzsche, o que não digo, pois
não considero ser humano algum supérfluo e pensar assim é um perigo
para si e para todos, rebanho ou escol ), esses não percebem que o
maniqueísmo ( e não o marxismo, que é um maniqueísmo moderno) é o
fundamento ontológico, filosófico e teórico de sua doutrina, que o
maniqueísmo é a doutrina ou gnoseologia sub-reptícia, uma gnoseologia
que leva à noética, a ontologia, à epistemologia, enfim, a toda a
ciência crítica, toda a ciência que não é mera herptologia.
É mister observar ou constatar quão presente em todas as ciências
está o maniqueísmo. Senão vejamos ou viajemos na maionese.
Na física a maniquéia pode ser observada na dicotomia : energia
versus(?) matéria ; óbvia na atuação ou percepção das forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força ; na termodinâmica calor
e frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons);
na química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor
os sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado ; no silogismo, ou lógica, nos conceitos ou juízos de valor
sobre o que é verdadeiro ou falso, presentes também na matemática,
álgebra, filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento
intelectual, social, sexual, científico, jurídico... do ser humano,
para não falar de causa e efeito, princípios do conhecimento, dentre
outros princípios que regem a razão e orientam a ciência.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista. personagem eleita para este drama
ou trama da razão, fica entre a verdade e a mentira, nas suas
análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris dos psicólogos (
outra personagem teatral do autor ) e outros "filólogos" ( vamos
dizer "filólogos", mesmo porque o termo é quase obsoleto depois das
semióticas, semiologias...), os quais levam a sério ( a comédia!...:
de Dante ou Aristófanes, na comédia "As nuvens", cujo tema são os
nefelibatas, que, no caso do comediógrafo grego, era Sócrates, o
nefelibata de Aristófanes!... ), tomam a sério as elucubrações gastas
ou desgastadas, obsoletas mesmo, "enervadas" num obscuro conceito, de
um psicólogo "iluminado" ( pela mídia sem Midas!), o qual trata sobre
a estrutura do cérebro, órgão este ( o cérebro é órgão? ) capaz de
se auto-enganar ( novidade!), relacionando a isso, para tornar o
texto chique-chique, a oligárquica e antiguíssima questão,no Brasil,
e no mundo, de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena
política ) , como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente
seria, pois não há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso,
de olhar terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o perceber ou
agir!, até no que escrevemos apressadamente, pressurosamente! ou o
próprio redator da dissertação, sempre com a mesma pobreza irritante
de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na doutrina de Cristo, digo,
de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na ingenuidade curial, diz que
Maniqueu é uma denominação errônea, no constatar da Wikipédia, que
diz da "errata" e posteriormente, como se eles, os de Wikipédia,
soubessem algo sobre o Mani ou Manu ou Maniqueu, pois eles mesmo, os
"Wikipedianos" ou "Wikipedintes", mendicantes frades,, logo abaixo,
dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manes ou Maniqueu, conquanto,
comicamente, consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar). Errata!
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e existe o mal!... e os escribas celebram
esse mal alheio, como se não fosse o próprio, pois não há bem ou mal
algum, excepto na teoria do conhecimento, cuja idéia mestra é o
maniqueísmo, a maniquéia, seu tema nuclear, seu cerne, o qual sustenta
e guia as ciências físicas e metafísicas, sustém o pensamento humano,
mantém vivo o espírito humano.
A maniquéia, sua função na formação do intelecto, é uma idéia
autêntica, genuína, originária, já está escrita na epopéia de
Gilgamesh ou Gilgamexe, rei da Suméria ; no livro do "Gênesis", da
Bíblia, ou Torah, ou Tanack judaico, na escritura sagrada ou sacra, ou
profana, do induísmo : Maabárata ( Mahabharata ), Ramáiana (
Ramayana) , Vedas, Upanixades ( Upanishad ), Bagavadguitá ( Bhagavad
Gita ), dentre outros, fundada numa meta-leitura, pois a leitura já
não traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes ; hoje é essencial uma
meta-leitura.
O maniqueísmo, que coloca as tensões mais populares : o bem e o mal,
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras e ritos que a representassem condignamente
ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstração que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz fonada,
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu) ou Manu, que é o Adão
mítico hindu que, no entanto, não representa um indivíduo, porém sim
uma comunidade de homens sábios, eruditos e vigorosos, que dominaram
a humanidade em sua origem, se houve tal personagem ou tais
personagens comunitários fora da história, ou seja, nos labirintos da
existência ou realidade, que não tem história ou escrita ( história e
escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a história dos
sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos naturais ou
escrita da natureza, que o faz também geneticamente, memeticamente e
consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e toda a semiologia
do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com indelével energia,
debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que ocorre com o corpo
escrito durante o transcurso de uma existência individual e coletiva (
família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "espasmódico" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita ;
entretanto, não se furta de ser uma vivaz representação da realidade,
que é o que é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto
frase-oração, que tecem a história ( história significa "tecido" em
grego, ou em versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios. A forma discursiva, quer seja literária, matemática,
algébrica, geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem
vivo, pois abre uma outra existência para o ser humano, uma existência
no bojo da essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou
mundo escachoado na cachoeira e sem ser, independe da essência, algo
puramente humano, apriorístico. O universo natural é história, em seus
signos "geoglíficos" ou geoglíficos : um " a posteriori".
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram
( ou estão pintando, debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya
ou Brueguel, artista genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e
da visão ou visualização perspicaz, holandesa, porquanto foi em
Flandres, na Holanda, ou Países Baixos, que floresceu a perspicácia
pictórica observada em Brueguel ; na Espanha, com Goya; esses os
doutos em arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem
sabem ler ao que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e
maior que eles!, quando, então, correm aqueles interpretações
imaginosas! ou inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade
seus escritos, no qual eles estão imersos como peixes na água do mar
ou doce; a saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual,
penetrando seus escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus
objetos e ciência ou filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos,
antiguados, decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou
fundamentação é aquela doutrina primeva, que estrutura o cérebro
humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie de "deus ex machine",
um nada, absolutamente nada de novo, na constatação inexorável do
vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um maniqueísta doutrinal,
douto... quando iluminado pelo sol búdico, preclaro, a cintilar na
manhã de sol ( ou de Buda?! ).
Contudo, não é somente o jornalista, personagem ou pessoa de jornal (
pesoa de papel! ou tigre de papelão! ) , como se diz hoje, no rito
teatral político-social, na comédia e tragédia nas megalópoles e nas
cidades medianas e pequenas, aldeãs, vilas, etc., não são o que não
percebe...: a ciência, sob as atividades do cientista, o filósofo e o
artista, outrossim, não percebem que o maniqueísmo ( e não o marxismo,
que é um maniqueísmo moderno) é o fundamento ontológico, filosófico e
teórico de sua doutrina, é sua gnoseologia. Na física com as forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força; na termodinâmica calor e
frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons); na
química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor os
sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado, verdadeiro ou falso, que também está na matemática, álgebra,
filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento intelectual,
social, sexual, científico, jurídico... do ser humano.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista lido, que fica entre a verdade e
a mentira, nas suas análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris
dos
psicólogos ( outra personagem teatral do autor ) e outros
""estudiólogos", leva a sério um obscuro conceito sobre a estrutura
do cérebro, o qual é capaz de
se auto-enganar ( novidade!) e a velha questão eterna no Brasil e no
mundo de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena política )
, como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente seria, pois não
há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso, de olhar
terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o
perceber ou agir!, até no que escrevemos apressadamente,
pressurosamente! ou o próprio redator da dissertação, sempre com a
mesma pobreza irritante de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na
doutrina de Cristo, digo, de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na
ingenuidade curial, diz que maniqueu é uma denominação errônea, como
se eles soubessem algo sobre o mani ou Manu ou maniqueu, pois eles
mesmo, logo abaixo, dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manu ou
maniqueu, mas consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar).
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e
existe o mal!... e os escribas celebram esse mal alheio, como se não
fosse o próprio, pois não há bem ou mal algum, excepto na teoria do
conhecimento, cuja idéia mestra é o maniqueísmo, a maniquéia.
Esta foi uma autêntica, genuína meta-leitura, pois a leitura já não
traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes
sexta-feira, 10 de junho de 2011
HUMILDADE ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
Quanta confiança no menino!
Ele olha o mundo para a frente
cheio de confiança
com tanta fé!
pronto e prestes a conquistá-lo!
pois o mundo é dele
- dele a madrugada toda se for preciso!
com o candor do canto do galo
sob palor de lua
quando o luar está para palor
a ritmar o passo trôpego do ébrio
que é um menino alienado da mãe
um náufrago a nado
no rio amarelo de cerveja
indo ao encontro de um promontório alhures
um arquipélago para Robinsons Crusoés
ao instar a madrugada por um banjo
ou um violinista triste
de melancólicos olhos e lábios
à maneira do poeta Manuel Bandeira
que era sorumbático
ou Mário Quintana
menino infeliz e doentio
passando fantasmagoricamente pela vida sofrível
que a vida é sempre decepcionante para todos
depois que o menino fica numa cápsula de tempo
longe do homem incréu
Ai! quanta falta me faz o menino em mim!...
mesmo quando essa dor lancinante é mitigada
pelos meninos que nadaram no meu sangue
peixes-espermatozóides!....
A atitude auto confiante do menino
mesmo com toda a sua ternura pueril
me traz à lembrança
as faces juvenis dos astros e estrelas de Holliwood
a sorrir felizes e apaixonados pela vida
sem especular que hoje
estariam subjugados nos ossos
repousando quedos na caveira e nos ossos do esqueleto
esparsos e dispersos nos jazigos
onde jazem com o tempo desligado neles
sem sequer a rigidez do sorriso
nem o olhar no vácuo
nem tampouco um pouco de tez na face
do Narciso sem espelho
sem espectro sob a chuva de luz das estrelas
ou do astro que a barra da alva
após o dilúculo na madrugada tardia
ou no fim do lusco-fusco
baço e melancólico
Oh! o menino é tanto!
que é impossível dizer um pouco deste tanto! :
O menino é tudo na vida com um sorriso
e um brinquedo à mão esquerda
outro à destra
e um bola no pé de Pelé
( imagine que Pelé foi um menino
cujo pião rodopiou
até parar na alma do futebol
pois foi aquele menino
que deu toda a glória ao futebol
e não o futebol que glorificou Pelé
o douto e sábio com a bola
que foi seu pião
e ganha-pão
que não somente de pião e pipa vive o menino
mas também de todo o rastro escrito pro sua infância
até nas sombras das fotografias
que apagam sua beleza com alma da luz
porquanto á luz não se fotografa
nem a lua no céu em forma navegante de barco...)
Quanta beleza no olhar confiante do menino!
Ele não considera as feras
as bestas que trotam no Apocalipse diário...:
O menino as ignora /
( As pessoas comuns
são como os meninos
essas criaturas descendente em dinastia direta dos deuses
tomam a si com a vida
causas alheias
que são sã suas
mas de outrem
dos que dominam o mundo
o rei e a lei no xadrez político
Os homens inteligentes
são tão incréus
que nem nas próprias causas crêem
são profundamente céticos
Todavia pior são as pessoas de mau caráter
que transformam seu ceticismo abominável
até as políticas públicas )
O menino é o pião rodopiando
o barco de papel na enxurrada
( o batel, o bergantin, a caravela ou o galeão espanhol no sonho flagrado...)
a humildade encarnada
no modo de olhar dialogar espocar em gargalhas espontâneas
em todos os seus gestos sem teatro do absurdo
e em suas atitudes atividades cantos folguedos...
Ah! ele é a espontaneidade!
o ser humano integralmente vinculado à existência
Enfim, o menino é o gênio da natureza
a divindade natural perceptível
refazendo ou replantando o mito grego
porque aonde desce um regato
vai junto uma ninfa
para o menino admirar
- na primeira paixão do olhar!
( A paixão mitocondrial...
do menino a proclamar com gritos estridentes...: Mãe!!!...
e posteriormente sussurrar : amor!...)
Ele olha o mundo para a frente
cheio de confiança
com tanta fé!
pronto e prestes a conquistá-lo!
pois o mundo é dele
- dele a madrugada toda se for preciso!
com o candor do canto do galo
sob palor de lua
quando o luar está para palor
a ritmar o passo trôpego do ébrio
que é um menino alienado da mãe
um náufrago a nado
no rio amarelo de cerveja
indo ao encontro de um promontório alhures
um arquipélago para Robinsons Crusoés
ao instar a madrugada por um banjo
ou um violinista triste
de melancólicos olhos e lábios
à maneira do poeta Manuel Bandeira
que era sorumbático
ou Mário Quintana
menino infeliz e doentio
passando fantasmagoricamente pela vida sofrível
que a vida é sempre decepcionante para todos
depois que o menino fica numa cápsula de tempo
longe do homem incréu
Ai! quanta falta me faz o menino em mim!...
mesmo quando essa dor lancinante é mitigada
pelos meninos que nadaram no meu sangue
peixes-espermatozóides!....
A atitude auto confiante do menino
mesmo com toda a sua ternura pueril
me traz à lembrança
as faces juvenis dos astros e estrelas de Holliwood
a sorrir felizes e apaixonados pela vida
sem especular que hoje
estariam subjugados nos ossos
repousando quedos na caveira e nos ossos do esqueleto
esparsos e dispersos nos jazigos
onde jazem com o tempo desligado neles
sem sequer a rigidez do sorriso
nem o olhar no vácuo
nem tampouco um pouco de tez na face
do Narciso sem espelho
sem espectro sob a chuva de luz das estrelas
ou do astro que a barra da alva
após o dilúculo na madrugada tardia
ou no fim do lusco-fusco
baço e melancólico
Oh! o menino é tanto!
que é impossível dizer um pouco deste tanto! :
O menino é tudo na vida com um sorriso
e um brinquedo à mão esquerda
outro à destra
e um bola no pé de Pelé
( imagine que Pelé foi um menino
cujo pião rodopiou
até parar na alma do futebol
pois foi aquele menino
que deu toda a glória ao futebol
e não o futebol que glorificou Pelé
o douto e sábio com a bola
que foi seu pião
e ganha-pão
que não somente de pião e pipa vive o menino
mas também de todo o rastro escrito pro sua infância
até nas sombras das fotografias
que apagam sua beleza com alma da luz
porquanto á luz não se fotografa
nem a lua no céu em forma navegante de barco...)
Quanta beleza no olhar confiante do menino!
Ele não considera as feras
as bestas que trotam no Apocalipse diário...:
O menino as ignora /
( As pessoas comuns
são como os meninos
essas criaturas descendente em dinastia direta dos deuses
tomam a si com a vida
causas alheias
que são sã suas
mas de outrem
dos que dominam o mundo
o rei e a lei no xadrez político
Os homens inteligentes
são tão incréus
que nem nas próprias causas crêem
são profundamente céticos
Todavia pior são as pessoas de mau caráter
que transformam seu ceticismo abominável
até as políticas públicas )
O menino é o pião rodopiando
o barco de papel na enxurrada
( o batel, o bergantin, a caravela ou o galeão espanhol no sonho flagrado...)
a humildade encarnada
no modo de olhar dialogar espocar em gargalhas espontâneas
em todos os seus gestos sem teatro do absurdo
e em suas atitudes atividades cantos folguedos...
Ah! ele é a espontaneidade!
o ser humano integralmente vinculado à existência
Enfim, o menino é o gênio da natureza
a divindade natural perceptível
refazendo ou replantando o mito grego
porque aonde desce um regato
vai junto uma ninfa
para o menino admirar
- na primeira paixão do olhar!
( A paixão mitocondrial...
do menino a proclamar com gritos estridentes...: Mãe!!!...
e posteriormente sussurrar : amor!...)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
RAZÃO ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
Tudo no homem, enquanto ato do homem, começa por uma gnoseologia; sem
gnoseologia não há ser humano, mas um autômato, uma sobra de ser
cognominado povo ou massa ( a mole do edifício ensombrando seu
mapa-territorial ou fazendo derrear um espaço na sombra ).
A gnoseologia é um tratado ou ensaio sobre o conhecimento;
conhecimento se dá por meio de palavras ordenadas ou coordenadas em
frases, orações, unidas por sintaxe.
Não existe, tampouco, ética, mas noética, ou
inteligência de ética, porquanto a ética, efetiva, praticada pelo
corpo, que é independente do pensamento ou da gnoseologia social ( se
há alguma gnoseologia política ) ou cultural, não passa de terra para
sonhos, utopias, idílios, ideal, romantismo, enfim, não no sentido
românico ou romance do termo, sem conotação alguma ou mínima, porquanto
sempre sobeja um resquício de conotação em qualquer vocábulo, pois ao
ouví-lo já temos as conotações da oitiva.
A gnoseologia é que vai dizer ( "logos") a noética, mas não a ética,
porque a noética é inteligência de atos ( nos músculos), fatos ( na
historia, que é escrita, em sentido lato) enquanto ética são atos e,
portanto, fora do âmbito do conhecimento, da gnose em sentido estrito.
Atos são um ramo de estudo vivo da sabedoria : é o saborear ou
vivenciar o ato esse "estudo" é um ato de sabedoria ou de saborear no
tempo e no espaço do ato atuante, no tempo presente e não no ausente,
que é o tempo historial, escrito, descrito, dissertativo, no qual não
ocorre mais fenômeno ou o ato já se transmutou e se fixou em fato
rígido, pronta para a geologia ou a arqueologia ou a história, que é
uma arqueologia ou paleontologia de um tempo próximo, coevo, coetâneo
; uma ciência ou esboço filosófico sem vocábulos, porque vivo,
existencial, passageiro, sem palavras ou fraseologia que aliene o ser
humano presente ao ato ; enfim, sem nada ou o que quer que seja que
leve à leveza da essência, que não é deste mundo, mas de um mundo à
parte, um universo da razão, da racionalidade e da idealidade.
A ética real, em realidade, na existência, fora da essência, que fica
dentro do intelecto, é o comportamento animal que, no ser humano, que
é um ser mítico, se transmuta no mito do centauro, do minotauro, ou
seja, algo para
erudição ou para provocar pânico e não para a existência ou realidade
natural, a qual nem os sentidos externos captam integralmente, senão
enquanto fenômenos, onde
se bifurcam o ente e o ser e o tempo move o espaço, em outra
bifurcação. Na curvatura dos fenômenos que abrem asas aleatórias ou
aleatoriamente.
A ética natural, ou existente, ou práxis, é o comportamento
natural dos animais que somente se lêem por dentro e fazem a leitura
da natureza por fora e assim se aplicam à vida ou existência. Não
comungam essências, que é a outra forma de existência do homem e da
mulher, que é o homem pensando com outro sexo, mas o mesmo homem, com
o mapa no corpo para outra anatomia e fisiologia, outra maneira lírica
e racional de pensar ou abrir a escotilha do ser, no mastro e na
mesena.
A ética é um comportamento; portanto, prescinde do corpo humano, sua
anatomia, fisiologia, psicologia, cultura, enfermidades, saúde, beleza,
vigor, etc. : a ética é um comportamento "técnico", tático,
estratégico, elucubrado, planejado, previsto, doloso ou negligente,
premeditado, imputável, tipificado, etc.
São atitudes do corpo em determinas circunstâncias ou sob a pressão
momentânea, instantânea, que cria o impensável, o indizível, o
inefável ou o abominável, tétrico, macabro, sinistro, sombrio, etc. :
é, essencialmente, existencialmente, o comportamento do animal, da
besta, da fera, que o homem, outrossim é, se não for um megatério
ainda pior, um dragão mais nauseabundo.
São atos ou fato que concernem à existência, comum ao homem e ao
animal, nunca olvidando que o homem partilha da natureza animal e,
mais, além do animal existencial o homem é um animal mitológico,
mítico: o leviatã, o basilisco, o unicórnio, enfim, toda a fauna
mítica ou posta na mitologia, nada mais é que essência humana, nada
mais é que o homem, seu criador e inventor : o homem é o inventor de
si, se seu ser, da sua existência insulada. O homem é o animal
mitológico, a própria mitologia, a existência da mitologia, na forma
de existência fictícia : a essência ou ser ou pensamento.
A noética concerne à essência, é apenas o entendimento, a compreensão
ou a inteligência do comportamento. Um estudo puro, científico,
filosófico, teológico, psicológico, jurídico, antropológico,
geológico, enfim, um dizer dramático, na língua ou no discurso, em
poesia ou prosa filosofante, deste comportamento fático ou factual, se
não fatídico, fastidioso, enfadonho, pachorrento, faustiano ou
apolíneo, etc.
As dissertações teológicas ou geológicas ou de quaisquer outras
ciências trágicas do homem não passam de um cantar trágico, de
tragédia, uma dramaturgia para conceber o universo e o próprio homem,
seu ser ou essência ou pensamento e a existência ou realidade
desvinculada, independente do pensamento ou do sofrimento humano, que
escreve a tragédia de sua vida na tragédia grega e a outra tragédia e
comédia de sua existência nas suas ciências, que são esgares do ser
humano num palco ou em outro anfiteatro.
A noética apenas estuda, não intervém sonhadoramente, oniricamente, na
existência, mesmo porque somente poderia intervir por ficção,
fictamente.
A ontologia, outrossim, é derivada da gnoseologia, pois dá o ser e o
objeto do ser,q que se confundem em dois objetos, tendo um terceiro
objeto na coisa, ou "coisa em si" kantiana e "causa sui" de Spinosa.
A ontologia põe o objecto sob os moldes da gnoseologia, assim como a
epistemologia o disseca posteriormente, desnudando o pensamento e as
intenções que o maculam. A mancha do Canal da Mancha, sem manche....
gnoseologia não há ser humano, mas um autômato, uma sobra de ser
cognominado povo ou massa ( a mole do edifício ensombrando seu
mapa-territorial ou fazendo derrear um espaço na sombra ).
A gnoseologia é um tratado ou ensaio sobre o conhecimento;
conhecimento se dá por meio de palavras ordenadas ou coordenadas em
frases, orações, unidas por sintaxe.
Não existe, tampouco, ética, mas noética, ou
inteligência de ética, porquanto a ética, efetiva, praticada pelo
corpo, que é independente do pensamento ou da gnoseologia social ( se
há alguma gnoseologia política ) ou cultural, não passa de terra para
sonhos, utopias, idílios, ideal, romantismo, enfim, não no sentido
românico ou romance do termo, sem conotação alguma ou mínima, porquanto
sempre sobeja um resquício de conotação em qualquer vocábulo, pois ao
ouví-lo já temos as conotações da oitiva.
A gnoseologia é que vai dizer ( "logos") a noética, mas não a ética,
porque a noética é inteligência de atos ( nos músculos), fatos ( na
historia, que é escrita, em sentido lato) enquanto ética são atos e,
portanto, fora do âmbito do conhecimento, da gnose em sentido estrito.
Atos são um ramo de estudo vivo da sabedoria : é o saborear ou
vivenciar o ato esse "estudo" é um ato de sabedoria ou de saborear no
tempo e no espaço do ato atuante, no tempo presente e não no ausente,
que é o tempo historial, escrito, descrito, dissertativo, no qual não
ocorre mais fenômeno ou o ato já se transmutou e se fixou em fato
rígido, pronta para a geologia ou a arqueologia ou a história, que é
uma arqueologia ou paleontologia de um tempo próximo, coevo, coetâneo
; uma ciência ou esboço filosófico sem vocábulos, porque vivo,
existencial, passageiro, sem palavras ou fraseologia que aliene o ser
humano presente ao ato ; enfim, sem nada ou o que quer que seja que
leve à leveza da essência, que não é deste mundo, mas de um mundo à
parte, um universo da razão, da racionalidade e da idealidade.
A ética real, em realidade, na existência, fora da essência, que fica
dentro do intelecto, é o comportamento animal que, no ser humano, que
é um ser mítico, se transmuta no mito do centauro, do minotauro, ou
seja, algo para
erudição ou para provocar pânico e não para a existência ou realidade
natural, a qual nem os sentidos externos captam integralmente, senão
enquanto fenômenos, onde
se bifurcam o ente e o ser e o tempo move o espaço, em outra
bifurcação. Na curvatura dos fenômenos que abrem asas aleatórias ou
aleatoriamente.
A ética natural, ou existente, ou práxis, é o comportamento
natural dos animais que somente se lêem por dentro e fazem a leitura
da natureza por fora e assim se aplicam à vida ou existência. Não
comungam essências, que é a outra forma de existência do homem e da
mulher, que é o homem pensando com outro sexo, mas o mesmo homem, com
o mapa no corpo para outra anatomia e fisiologia, outra maneira lírica
e racional de pensar ou abrir a escotilha do ser, no mastro e na
mesena.
A ética é um comportamento; portanto, prescinde do corpo humano, sua
anatomia, fisiologia, psicologia, cultura, enfermidades, saúde, beleza,
vigor, etc. : a ética é um comportamento "técnico", tático,
estratégico, elucubrado, planejado, previsto, doloso ou negligente,
premeditado, imputável, tipificado, etc.
São atitudes do corpo em determinas circunstâncias ou sob a pressão
momentânea, instantânea, que cria o impensável, o indizível, o
inefável ou o abominável, tétrico, macabro, sinistro, sombrio, etc. :
é, essencialmente, existencialmente, o comportamento do animal, da
besta, da fera, que o homem, outrossim é, se não for um megatério
ainda pior, um dragão mais nauseabundo.
São atos ou fato que concernem à existência, comum ao homem e ao
animal, nunca olvidando que o homem partilha da natureza animal e,
mais, além do animal existencial o homem é um animal mitológico,
mítico: o leviatã, o basilisco, o unicórnio, enfim, toda a fauna
mítica ou posta na mitologia, nada mais é que essência humana, nada
mais é que o homem, seu criador e inventor : o homem é o inventor de
si, se seu ser, da sua existência insulada. O homem é o animal
mitológico, a própria mitologia, a existência da mitologia, na forma
de existência fictícia : a essência ou ser ou pensamento.
A noética concerne à essência, é apenas o entendimento, a compreensão
ou a inteligência do comportamento. Um estudo puro, científico,
filosófico, teológico, psicológico, jurídico, antropológico,
geológico, enfim, um dizer dramático, na língua ou no discurso, em
poesia ou prosa filosofante, deste comportamento fático ou factual, se
não fatídico, fastidioso, enfadonho, pachorrento, faustiano ou
apolíneo, etc.
As dissertações teológicas ou geológicas ou de quaisquer outras
ciências trágicas do homem não passam de um cantar trágico, de
tragédia, uma dramaturgia para conceber o universo e o próprio homem,
seu ser ou essência ou pensamento e a existência ou realidade
desvinculada, independente do pensamento ou do sofrimento humano, que
escreve a tragédia de sua vida na tragédia grega e a outra tragédia e
comédia de sua existência nas suas ciências, que são esgares do ser
humano num palco ou em outro anfiteatro.
A noética apenas estuda, não intervém sonhadoramente, oniricamente, na
existência, mesmo porque somente poderia intervir por ficção,
fictamente.
A ontologia, outrossim, é derivada da gnoseologia, pois dá o ser e o
objeto do ser,q que se confundem em dois objetos, tendo um terceiro
objeto na coisa, ou "coisa em si" kantiana e "causa sui" de Spinosa.
A ontologia põe o objecto sob os moldes da gnoseologia, assim como a
epistemologia o disseca posteriormente, desnudando o pensamento e as
intenções que o maculam. A mancha do Canal da Mancha, sem manche....
quarta-feira, 8 de junho de 2011
EXÍGUA ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
O homem tem um sentido interno, o qual Kant denominou de tempo ou,
salvo engano, "apercepção". Esse sentido, de fato, existe, basta para
isso observa os profetas; e se há profetas, alienação do homem,
enquanto mente, intelecto, compreensão, é porque o homem é profeta,;
caso contrário não haveria profeta.
Esse suposta, presumível, sentido interno pode ser outros cinco sentidos :
sentidos genéticos, que vasculham ou perscrutam o ser humano e sabem
de sua vida e morte, bem como de fatos que vão acontecer no universo,
porque já aconteceram e foram guardados na memória genética, que é a
sabedoria maior ou magna do universo.
Os tais "cinco" sentidos internos, em genoma, provam, outrossim, o
mundo, as coisas no universo, que também são postas pelos sentidos
externos, que as provam igualmente. A sabedoria prova, o conhecimento
não prova, apenas faz leitura de provas com aceleradores de
partículas, com metodologia estatística, e outras demonstrações
empíricas .
O empirismo nada prova : é tão-somente um método para se ler provas,
porquanto o conhecimento se restringe à ler e escrever, a isto está
restrito o conhecimento : é literatura, arte, arcabouço metodológico
, epistemológico ( epistemologia ), cuja missão é comunicar o que há
no âmago da sabedoria, nos seus meandros e labirintos com minotauros.
Os homens, em algumas culturas, preponderantemente masculinas, criaram
a primogenitura, no qual a Direito era toda transmitido ao varão,
talvez estribados na característica do cromossomo "Y', que é exclusivo do
homem e não passa senão de pai para filha ; não é transmitido como
herança genética à filha. Talvez esteja calcado aí, no espaço
cromossômico, o Direito do primogênito, porquanto o Direito à
primogenitura estriba-se no nascimento, concerne ao primeiro filho; no
entanto, quando a linha política de comando é patriarcal e não
matriarcal. A mãe transmite a mitocôndria, uma organela celular,
universalmente.
Os cientistas lêem as mitocôndrias, assim como os geólogos lêem as
camadas da terra, os filósofos o pensamento, os poetas o mundo
vegetativo e animal, e quiçá até mineral ,no ser humano, objetos
diversos ou dispersos que esse sábios recolhem na língua vernacular, e
nos idiomas cultos como o latim, o grego, o sânscrito, dentre outros
de outrora e atuais, esse as leituras, que são parte conhecimento,
quando envolvida a língua e as linguagens, como a matemática dos
hexaedros, poliedros, enfim, que são conceitos, os quais emitem uma
língua que, paradoxalmente, é uma linguagem de símbolos, com sintaxe e
léxico próprios e, outrossim, uma língua e linguagem de signos e
símbolos ( algarismo são signos ou símbolos? Depende do contexto), os
quais exprimem o conhecimento e a sabedoria humana, concomitante
neles, grafados e hieroglifados em seus corpos ou significantes, no que
tange aos signos, na terminologia de Saussure.
O conhecimento, diversamente da sabedoria, que se dá pelos sentidos,
internos e externos, genéticos ou em mutação no processo existencial,
não serve para a existência, não desvela a existência ou realidade,
mas somente se refere à essência, porquanto palavras e conceitos são
sua substância, substancia essa que os aparta da substancia que
pervade o universo e que Spinosa aborda em sua Ética ( dodecaedros
são conceitos, "palavra" é palavra, signo sonoro ou grafado ( escrito,
desenhado, pintado, esculpido.. tudo isso é grafia; já a "glifia"
radical posterior no vocábulo hieróglifos" diz mais do desenho, da
imagem, não tem vínculo definitivo ou conceptual com a geometria, que
parece ser obra que, por certo, medrou e ainda vai medrar em toda
terra de homem, porém eclodiu com maior viço na Grécia ou quiçá em
Alexandria, que era um mero legado grego, conquanto não somente
isso.); grafia, cuja raiz é geométrica, vem de posse de dois
significantes : na forma de sonorização, significante vocal, ou de
escrituração, significante gráfico propriamente dito ).
O objecto ou o escopo do conhecimento é comunicar, transmitir, transferir
a sabedoria para as palavras, as vozes, os desenhos, os vocábulos, por
tradição oral ou pela escrita ou história. A tradição é direta, não
passa pelo emaranhado de vocábulos que se enredam ( fazem um enredo,
uma trama) para narrar a história, que pode ser etimológica, quando se
trata de etimologia ou origem da palavra, filosófica ou geométrica,
quando aborda conceitos, linhas e planos, isocaedros, enfim sólidos de
Platão, teoremas de Pitágoras, bem como cálculos matemáticos, etc.
O conhecimento nada sabe, apenas engrola a língua com palavras, ou
mexe os dedos na mão, os quais se abrem em letras ou signos e
símbolos, para os olhos ( imagens) e para a mente ( geometria,
significados nas imagens ou iconografias, inconoclastia para
iconoclastas ou vândalos).
A geometria e a filosofia são sabedorias, não conhecimentos, mas, como
toda sabedoria tem que se comunicar por meios de imagens ou signos e
símbolos, os quais enriquecem o significado e o significante ( os
símbolos tem esse poder ), a geometria desenha o mínimo, abstrai tudo o
que pode de conhecimento e de existência, valendo-se desse método para
saber, ir além do mero conhecer, que apenas comunica.
O mesmo se dá
com a filosofia,que é outro "esgalho" da geometria ( ramo cá ramo lá),
em sentido lato,
apenas metaforicamente falando, que leva os traços ou grafia para os
signos, não mais para as imagens ou palavras da geometria, mas abstrai as
próprias figuras geométricas, tirando-as, inclusive, de plano, do
plano que é a base onde se alicerça toda a arquitetura da ciência
geométrica. é como se a filosofia fosse a literatura e a geometria as
artes plásticas.
A sabedoria tem dois ( ou mais ) acervos de sentidos, internos e
externos, genético e empírico, envolvidos com a existência, a
perscrutar a existência interna do ser humano, o corpo com seus órgão,
vísceras, a alma ( vida) e o pensamento ( espírito, ser, essência,
discurso, que é o significante do pensamento ), enquanto o
conhecimento não possui nada, apenas informa da sabedoria que reside
toda no corpo : sábio é o corpo ( ente real, existente, existencial )
, douto o escriba ou erudito ( ente mental, alienado do homem pelo
pensamento em doutrina,o seja, pelo conhecimento, cuja função é
tão-somente informar o que a sabedoria prova, saboreia, vive, não faz
historia, nem espera a historia e sua dialética hegeliana-marxiana) ou
marxista ); a mente, ou o intelecto, o conhecimento, enfim, apenas
informa, nada sabe. O conhecimento está bem exprimido nesses
pesquisadores e pesquisas que parecem saber tudo, todavia nada sabem,
senão informar quesitos que interessam aso mercados e aos mercadores,
aos Marco Pólos que vendem suas historietas, suas lendas para
incautos. E hoje temos um mundo de incautos, graças à educação, que
vem ante pela "mídia", onde estão as instituições de mentir ou cuja
função precípua é mentir, educar papalvos, parlapatão... parlar enfim,
nos congressos e assembléias de Deus ou sem deuses.
O senso ou sensores internos e, evidentemente, conectados ao universo
ou cosmos, numa cadeia ou teia de relações infinita na alma ou vida, a
qual é expressa no pensamento ou conhecimento através da mediação do
discurso ou "logos", que diz do "sofos", quando se é amante ou amigo
ou amiga do "sophos" ( sabedoria, em grego de antanho ), nos faz
profetas ou profetisas, pitonisas, oetas e filósofos ou sábios, cujo
único e unívoco compromisso é com o "sophos" e não com o sofisma, a
sofisticação, a mistificação, obra de sofistas,os quais são falsos
profetas, pseudo- poetas, filósofos... homens alienados do "sophos"
que, de certa forma, é , mais do que seu ser, sua representação da
realidade, por obra de arte teatral ( política, hipocrisia e outros
atos e ator e autor de peças teatrais ou jurídicas, que é uma
inusitada forma de teatro ou ritual grego, representado para estados
ou governantes e platéia, que são os governados ) : é seu saber ou
sabedoria, tão apagada ou tornada exígua e inócua pelo conhecimento
sofístico das pesquisas com seus pesquisadores a bufar números,
estatísticas, coisas tais, que nada são ante o zero ou o menos um da
matemática ou os signos com função abstrata da álgebra, que tira o
mundo da equação e põe a sabedoria límpida e em solitude.
salvo engano, "apercepção". Esse sentido, de fato, existe, basta para
isso observa os profetas; e se há profetas, alienação do homem,
enquanto mente, intelecto, compreensão, é porque o homem é profeta,;
caso contrário não haveria profeta.
Esse suposta, presumível, sentido interno pode ser outros cinco sentidos :
sentidos genéticos, que vasculham ou perscrutam o ser humano e sabem
de sua vida e morte, bem como de fatos que vão acontecer no universo,
porque já aconteceram e foram guardados na memória genética, que é a
sabedoria maior ou magna do universo.
Os tais "cinco" sentidos internos, em genoma, provam, outrossim, o
mundo, as coisas no universo, que também são postas pelos sentidos
externos, que as provam igualmente. A sabedoria prova, o conhecimento
não prova, apenas faz leitura de provas com aceleradores de
partículas, com metodologia estatística, e outras demonstrações
empíricas .
O empirismo nada prova : é tão-somente um método para se ler provas,
porquanto o conhecimento se restringe à ler e escrever, a isto está
restrito o conhecimento : é literatura, arte, arcabouço metodológico
, epistemológico ( epistemologia ), cuja missão é comunicar o que há
no âmago da sabedoria, nos seus meandros e labirintos com minotauros.
Os homens, em algumas culturas, preponderantemente masculinas, criaram
a primogenitura, no qual a Direito era toda transmitido ao varão,
talvez estribados na característica do cromossomo "Y', que é exclusivo do
homem e não passa senão de pai para filha ; não é transmitido como
herança genética à filha. Talvez esteja calcado aí, no espaço
cromossômico, o Direito do primogênito, porquanto o Direito à
primogenitura estriba-se no nascimento, concerne ao primeiro filho; no
entanto, quando a linha política de comando é patriarcal e não
matriarcal. A mãe transmite a mitocôndria, uma organela celular,
universalmente.
Os cientistas lêem as mitocôndrias, assim como os geólogos lêem as
camadas da terra, os filósofos o pensamento, os poetas o mundo
vegetativo e animal, e quiçá até mineral ,no ser humano, objetos
diversos ou dispersos que esse sábios recolhem na língua vernacular, e
nos idiomas cultos como o latim, o grego, o sânscrito, dentre outros
de outrora e atuais, esse as leituras, que são parte conhecimento,
quando envolvida a língua e as linguagens, como a matemática dos
hexaedros, poliedros, enfim, que são conceitos, os quais emitem uma
língua que, paradoxalmente, é uma linguagem de símbolos, com sintaxe e
léxico próprios e, outrossim, uma língua e linguagem de signos e
símbolos ( algarismo são signos ou símbolos? Depende do contexto), os
quais exprimem o conhecimento e a sabedoria humana, concomitante
neles, grafados e hieroglifados em seus corpos ou significantes, no que
tange aos signos, na terminologia de Saussure.
O conhecimento, diversamente da sabedoria, que se dá pelos sentidos,
internos e externos, genéticos ou em mutação no processo existencial,
não serve para a existência, não desvela a existência ou realidade,
mas somente se refere à essência, porquanto palavras e conceitos são
sua substância, substancia essa que os aparta da substancia que
pervade o universo e que Spinosa aborda em sua Ética ( dodecaedros
são conceitos, "palavra" é palavra, signo sonoro ou grafado ( escrito,
desenhado, pintado, esculpido.. tudo isso é grafia; já a "glifia"
radical posterior no vocábulo hieróglifos" diz mais do desenho, da
imagem, não tem vínculo definitivo ou conceptual com a geometria, que
parece ser obra que, por certo, medrou e ainda vai medrar em toda
terra de homem, porém eclodiu com maior viço na Grécia ou quiçá em
Alexandria, que era um mero legado grego, conquanto não somente
isso.); grafia, cuja raiz é geométrica, vem de posse de dois
significantes : na forma de sonorização, significante vocal, ou de
escrituração, significante gráfico propriamente dito ).
O objecto ou o escopo do conhecimento é comunicar, transmitir, transferir
a sabedoria para as palavras, as vozes, os desenhos, os vocábulos, por
tradição oral ou pela escrita ou história. A tradição é direta, não
passa pelo emaranhado de vocábulos que se enredam ( fazem um enredo,
uma trama) para narrar a história, que pode ser etimológica, quando se
trata de etimologia ou origem da palavra, filosófica ou geométrica,
quando aborda conceitos, linhas e planos, isocaedros, enfim sólidos de
Platão, teoremas de Pitágoras, bem como cálculos matemáticos, etc.
O conhecimento nada sabe, apenas engrola a língua com palavras, ou
mexe os dedos na mão, os quais se abrem em letras ou signos e
símbolos, para os olhos ( imagens) e para a mente ( geometria,
significados nas imagens ou iconografias, inconoclastia para
iconoclastas ou vândalos).
A geometria e a filosofia são sabedorias, não conhecimentos, mas, como
toda sabedoria tem que se comunicar por meios de imagens ou signos e
símbolos, os quais enriquecem o significado e o significante ( os
símbolos tem esse poder ), a geometria desenha o mínimo, abstrai tudo o
que pode de conhecimento e de existência, valendo-se desse método para
saber, ir além do mero conhecer, que apenas comunica.
O mesmo se dá
com a filosofia,que é outro "esgalho" da geometria ( ramo cá ramo lá),
em sentido lato,
apenas metaforicamente falando, que leva os traços ou grafia para os
signos, não mais para as imagens ou palavras da geometria, mas abstrai as
próprias figuras geométricas, tirando-as, inclusive, de plano, do
plano que é a base onde se alicerça toda a arquitetura da ciência
geométrica. é como se a filosofia fosse a literatura e a geometria as
artes plásticas.
A sabedoria tem dois ( ou mais ) acervos de sentidos, internos e
externos, genético e empírico, envolvidos com a existência, a
perscrutar a existência interna do ser humano, o corpo com seus órgão,
vísceras, a alma ( vida) e o pensamento ( espírito, ser, essência,
discurso, que é o significante do pensamento ), enquanto o
conhecimento não possui nada, apenas informa da sabedoria que reside
toda no corpo : sábio é o corpo ( ente real, existente, existencial )
, douto o escriba ou erudito ( ente mental, alienado do homem pelo
pensamento em doutrina,o seja, pelo conhecimento, cuja função é
tão-somente informar o que a sabedoria prova, saboreia, vive, não faz
historia, nem espera a historia e sua dialética hegeliana-marxiana) ou
marxista ); a mente, ou o intelecto, o conhecimento, enfim, apenas
informa, nada sabe. O conhecimento está bem exprimido nesses
pesquisadores e pesquisas que parecem saber tudo, todavia nada sabem,
senão informar quesitos que interessam aso mercados e aos mercadores,
aos Marco Pólos que vendem suas historietas, suas lendas para
incautos. E hoje temos um mundo de incautos, graças à educação, que
vem ante pela "mídia", onde estão as instituições de mentir ou cuja
função precípua é mentir, educar papalvos, parlapatão... parlar enfim,
nos congressos e assembléias de Deus ou sem deuses.
O senso ou sensores internos e, evidentemente, conectados ao universo
ou cosmos, numa cadeia ou teia de relações infinita na alma ou vida, a
qual é expressa no pensamento ou conhecimento através da mediação do
discurso ou "logos", que diz do "sofos", quando se é amante ou amigo
ou amiga do "sophos" ( sabedoria, em grego de antanho ), nos faz
profetas ou profetisas, pitonisas, oetas e filósofos ou sábios, cujo
único e unívoco compromisso é com o "sophos" e não com o sofisma, a
sofisticação, a mistificação, obra de sofistas,os quais são falsos
profetas, pseudo- poetas, filósofos... homens alienados do "sophos"
que, de certa forma, é , mais do que seu ser, sua representação da
realidade, por obra de arte teatral ( política, hipocrisia e outros
atos e ator e autor de peças teatrais ou jurídicas, que é uma
inusitada forma de teatro ou ritual grego, representado para estados
ou governantes e platéia, que são os governados ) : é seu saber ou
sabedoria, tão apagada ou tornada exígua e inócua pelo conhecimento
sofístico das pesquisas com seus pesquisadores a bufar números,
estatísticas, coisas tais, que nada são ante o zero ou o menos um da
matemática ou os signos com função abstrata da álgebra, que tira o
mundo da equação e põe a sabedoria límpida e em solitude.
terça-feira, 7 de junho de 2011
ESCATOLOGIA ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )
Abro os olhos e o que vejo me espanta /
é a visão do filósofo grego /
ao perceber a precariedade da realidade /
- o mistério em profusão na existência /
que o ser não pode resolver /
porquanto não é mero problema de álgebra /
porém quesito mais difuso e confuso /
envolto por enigma indecifrável /
à sombra de enigmática esfinge /
sem estela para ler /
nem pedra de Roseta /
decodificada pela sapiência e o conhecimento linguístico de Champollion /
- nem estela de Roseta para Champollion decodificar ! /
Oh! quão obscuros os caracteres da estela! /
Solitário e em solitude no deserto /
com a sombra ao sol no zênite /
sem pedra para jogar fora /
excepto o seixo que é o próprio ego /
que um dia será atirado fora ou para fora do corpo /
porquanto esse seixo é a alma /
que é vida a se movimentar na água /
fui um fauno na antiguidade clássica /
um rotundo peixe cristão /
ou algo assim que diz de piscina em latim ou grego /
que písceo é o peixe /
( alma é peixe de cristão /
no símbolo e no fato /
que é o ato de desenhar o peixe geométrico /
já no plano de Euclides /
No entanto, para pagão /
a alma em latim tem outro teor /
é símbolo de ave passariforme /
denominada alma-de-gato /
que em inglês tem um cuco nomeado ) /
Vejo a madrugada lá fora /
leda madrugada no soneto do excelso poeta Camões /
porém não enxergo a madrugada fria /
o que olho é tão-somente o que põe a luz ou a treva no espaço /
mascando tempo no chiclete de hortelã ou tutti-frutti /
a goma de mascar /
Entretanto sinto na tez /
a madrugada gélida /
a afrontar o calor do corpo /
teso ao arrepio do sopro gelado do ar /
Álgida brisa /
A madrugada é um gelo só /
um gélido silêncio /
quebrado por vozes de galo /
pelo candor do galo cantor /
Escuto a madrugada nos galos /
lívidos ao luar /
se há luar que reflita especularmente a face pálida /
ou a crista escarlate do cantor da madrugada /
o amante do orvalho manso e pacífico como um Jesus amado /
- o galo é um Jesus com muitas penas! /
ou um homem na hora do adeus /
- na hora apavorante do adeus a Deus! /
ao deus no panteísmo da filosofia natural /
a divindade que recebe o corpo em escatologia /
porquanto na Terra tudo é escatológico /
na forma da doutrina de Aristóteles /
vetusto filósofo e sábio /
que sempre perseguia um fim /
na sua noética /
que ele amava chamar ética /
Ouço a madrugada calada nos cães a latir /
vejo-a no Cão Maior e menor encolhido de frio no céu noturno /
em noturno de Chopin ao piano em pianíssimo /
ouço-a nos ruído e no rumorejar das água em arroio /
no silêncio cantante do rocio /
a molhar sutilmente /
no solo com ervas num xadrez cruzado de verde com negro de treva /
( xadrez de erva verde e negro de treva noturna ) /
A fragrância que a madruga traz à janela /
é um aroma de dama-da-noite /
em amplexo com jasmim ou bogari alvo /
ambos errabundos /
sob a luz mortiça das estrelas /
e o amarelar da lua /
quando é plenilúnio /
ou o branco fantasma do novilúnio /
que sempre me lembra Joan Miró /
a pintar mulher e lua e noite /
símbolos da tragédia /
nestes personagens da noite /
em tragédia para o fantasma do pai de Hamlet /
que agora é o avantesma de Shakespeare /
a descansar para sempre sobre a caveira e os ossos /
enfim, sobre o esqueleto /
se ainda há resquício de osso no mausoléu do bardo /
Sinto e apalpo a madrugada no frio que me corre pelo corpo /
absorvido pela aragem suave /
que voa com o morcego e o mocho /
O sabor da madrugada me vem à boca /
quando esta se abre /
e por ela entra a noite como alimento /
que vem em moléculas no ar /
o qual apanha tudo /
tudo colhe /
Com os sentidos na madrugada /
fico a cismar solitário e em solitude /
com esse sentir ou perceber a madrugada pelos sentidos corporais /
o qual tem sua resposta na gravação genética /
que impregna todo o meu corpo humano /
- corpo que já pertenceu a outros seres humanos da família /
que o preparam antes de mim /
- para mim e para os que me seguirão /
empós os clangores da alvorada /
parto alvo da madrugada negra /
mãe negra de filha branca /
em melanina e sol /
Fico em meio a esses sentidos /
em meio aos espaços que o tempo cria /
para me por dentro da vida /
que é o que me mantém em pé /
ante o espaço que passa abraçado ao tempo /
e que me deixam aqui perplexo /
a observar a passagem /
e o que ela provoca em meus cabelos /
em meus olhos /
e em meu corpo e alma /
bem como no meu espírito ou pensamento /
enfim, no meu ser /
ou no ser que projeto /
lança para frente como objeto /
e para for a como sujeito /
que chamam subjetivo /
que é um tempo /
em que vou viver no meio dos espaços curvos /
a única migalha de tempo /
em que eu serei um indivíduo /
com a alma aos pedaços /
ao chegar o fim dos escuros /
quando o tempo e o espaço para mim /
voltarão a ser pedra parada /
na metade de qualquer caminho /
tal qual está o poeta Dante e Carlos Drummond de Andrade /
que viram a pedra no caminho /
pensaram sobre sua essência e existência /
mas que hoje são a própria pedra pensada /
no tempo em que estavam em meio ao espaço /
separados pela mão do tempo /
que os fazia distinguir o espaço interior e exterior /
quando eram rocha metálica e flexível em corpo com alma /
- alma cristã ou pagã /
consoante soa o latim /
que se pensa e escuta no vento /
de boca cheia /
trazendo campos nos pés velozes /
( o vento é um atleta olímpico grego /
cuja maior vitória se deu em Maratona /
quando o tempo tinha outro desenho /
e outros homens como personagens da vida /
ou da alma grega /
cujo espanto era a filosofia /
- uma filosofia trágica em Nietzsche /
ou quem sabe em Heráclito de Éfeso... ) /
Um dia ou noite ou madrugada ou aurora /
sairei do meio do espaço /
deitarei ou cairei abaixo da linha do espaço euclidiano /
ou das serras azuladas no horizonte /
ficarei então quedo e mudo /
ave ou animal sem guincho /
já sem as penas negras do anum /
repousando na caveira e nos ossos /
destino trágico de todos os seres humanos /
( trágica é a vida /
não a alma fugidia /
apagado o sol /
imobilizada a bailarina da luz /
que dançava a dança do ventre /
com sete véus ) /
Todavia o espaço lato continuará colocando outros e outras /
exatamente em seu centro de atenções espaciais /
até que se deitem também /
sob a linha do equador /
sem alma e jogado no escuro /
do lado anverso ao sol /
A vida foi escrita por um poeta trágico grego /
ou por um jurista eminentemente técnico /
sem laivo de humanidade /
Um dia noite madrugada ou no dilúculo /
à luz dilucular ou quiçá no lusco fusco /
ou ainda na barra da alva /
a lavar toda treva chorada pelo orvalho /
- desceremos à sombra do Hades /
abaixo das raízes herbáceas arbóreas ou arbustivas /
e abaixo da vida vegetal /
juntaremos pele com o mineral em pó /
volveremos à casa do mineral /
de onde viemos alçados ao lume do sol /
e da lua macilenta e lenta /
e não haverá Ascenção /
excetuados dos gases e da água /
que viaja à gás /
( Há alguma coisa ou ato de bizarro na sensibilidade /
que não aparece senão por dentro do corpo /
senso esse que sabe profeticamente da morte do corpo /
desde tenra idade /
profética já no adolescente /
muito antes de vir as cãs /
ou a calvície masculina /
a prover uma testosterona em teoria esdrúxula /
móvel de elucubração febricitante /
A minha profecia me assevera /
desde tempos remotos /
que morrerei depois de completar 96 anos /
sem decrepitude alguma /
livre de todos os achaques do tempo /
Entrarei no silêncio da noite eterna /
sem o grito angustiante do bebê /
que veio a lume a clamar vigorosamente /
no trauma natural de entrada em atmosfera /
onde adejam mariposas lépidas noctâmbulas /
noctívagos entes com de asas translúcidas e frágeis /
a remar seu espaço no mundo /
constituindo tempo motor /
no ato do remador /
e náufragos a nadar freneticamente /
os membros como rêmiges ou remos da nau corporal /
para onde a luz rutilar /
assinalando uma tênue e insular ou peninsular terra /
na manhã pipilar em pássarros canoros ) /
é a visão do filósofo grego /
ao perceber a precariedade da realidade /
- o mistério em profusão na existência /
que o ser não pode resolver /
porquanto não é mero problema de álgebra /
porém quesito mais difuso e confuso /
envolto por enigma indecifrável /
à sombra de enigmática esfinge /
sem estela para ler /
nem pedra de Roseta /
decodificada pela sapiência e o conhecimento linguístico de Champollion /
- nem estela de Roseta para Champollion decodificar ! /
Oh! quão obscuros os caracteres da estela! /
Solitário e em solitude no deserto /
com a sombra ao sol no zênite /
sem pedra para jogar fora /
excepto o seixo que é o próprio ego /
que um dia será atirado fora ou para fora do corpo /
porquanto esse seixo é a alma /
que é vida a se movimentar na água /
fui um fauno na antiguidade clássica /
um rotundo peixe cristão /
ou algo assim que diz de piscina em latim ou grego /
que písceo é o peixe /
( alma é peixe de cristão /
no símbolo e no fato /
que é o ato de desenhar o peixe geométrico /
já no plano de Euclides /
No entanto, para pagão /
a alma em latim tem outro teor /
é símbolo de ave passariforme /
denominada alma-de-gato /
que em inglês tem um cuco nomeado ) /
Vejo a madrugada lá fora /
leda madrugada no soneto do excelso poeta Camões /
porém não enxergo a madrugada fria /
o que olho é tão-somente o que põe a luz ou a treva no espaço /
mascando tempo no chiclete de hortelã ou tutti-frutti /
a goma de mascar /
Entretanto sinto na tez /
a madrugada gélida /
a afrontar o calor do corpo /
teso ao arrepio do sopro gelado do ar /
Álgida brisa /
A madrugada é um gelo só /
um gélido silêncio /
quebrado por vozes de galo /
pelo candor do galo cantor /
Escuto a madrugada nos galos /
lívidos ao luar /
se há luar que reflita especularmente a face pálida /
ou a crista escarlate do cantor da madrugada /
o amante do orvalho manso e pacífico como um Jesus amado /
- o galo é um Jesus com muitas penas! /
ou um homem na hora do adeus /
- na hora apavorante do adeus a Deus! /
ao deus no panteísmo da filosofia natural /
a divindade que recebe o corpo em escatologia /
porquanto na Terra tudo é escatológico /
na forma da doutrina de Aristóteles /
vetusto filósofo e sábio /
que sempre perseguia um fim /
na sua noética /
que ele amava chamar ética /
Ouço a madrugada calada nos cães a latir /
vejo-a no Cão Maior e menor encolhido de frio no céu noturno /
em noturno de Chopin ao piano em pianíssimo /
ouço-a nos ruído e no rumorejar das água em arroio /
no silêncio cantante do rocio /
a molhar sutilmente /
no solo com ervas num xadrez cruzado de verde com negro de treva /
( xadrez de erva verde e negro de treva noturna ) /
A fragrância que a madruga traz à janela /
é um aroma de dama-da-noite /
em amplexo com jasmim ou bogari alvo /
ambos errabundos /
sob a luz mortiça das estrelas /
e o amarelar da lua /
quando é plenilúnio /
ou o branco fantasma do novilúnio /
que sempre me lembra Joan Miró /
a pintar mulher e lua e noite /
símbolos da tragédia /
nestes personagens da noite /
em tragédia para o fantasma do pai de Hamlet /
que agora é o avantesma de Shakespeare /
a descansar para sempre sobre a caveira e os ossos /
enfim, sobre o esqueleto /
se ainda há resquício de osso no mausoléu do bardo /
Sinto e apalpo a madrugada no frio que me corre pelo corpo /
absorvido pela aragem suave /
que voa com o morcego e o mocho /
O sabor da madrugada me vem à boca /
quando esta se abre /
e por ela entra a noite como alimento /
que vem em moléculas no ar /
o qual apanha tudo /
tudo colhe /
Com os sentidos na madrugada /
fico a cismar solitário e em solitude /
com esse sentir ou perceber a madrugada pelos sentidos corporais /
o qual tem sua resposta na gravação genética /
que impregna todo o meu corpo humano /
- corpo que já pertenceu a outros seres humanos da família /
que o preparam antes de mim /
- para mim e para os que me seguirão /
empós os clangores da alvorada /
parto alvo da madrugada negra /
mãe negra de filha branca /
em melanina e sol /
Fico em meio a esses sentidos /
em meio aos espaços que o tempo cria /
para me por dentro da vida /
que é o que me mantém em pé /
ante o espaço que passa abraçado ao tempo /
e que me deixam aqui perplexo /
a observar a passagem /
e o que ela provoca em meus cabelos /
em meus olhos /
e em meu corpo e alma /
bem como no meu espírito ou pensamento /
enfim, no meu ser /
ou no ser que projeto /
lança para frente como objeto /
e para for a como sujeito /
que chamam subjetivo /
que é um tempo /
em que vou viver no meio dos espaços curvos /
a única migalha de tempo /
em que eu serei um indivíduo /
com a alma aos pedaços /
ao chegar o fim dos escuros /
quando o tempo e o espaço para mim /
voltarão a ser pedra parada /
na metade de qualquer caminho /
tal qual está o poeta Dante e Carlos Drummond de Andrade /
que viram a pedra no caminho /
pensaram sobre sua essência e existência /
mas que hoje são a própria pedra pensada /
no tempo em que estavam em meio ao espaço /
separados pela mão do tempo /
que os fazia distinguir o espaço interior e exterior /
quando eram rocha metálica e flexível em corpo com alma /
- alma cristã ou pagã /
consoante soa o latim /
que se pensa e escuta no vento /
de boca cheia /
trazendo campos nos pés velozes /
( o vento é um atleta olímpico grego /
cuja maior vitória se deu em Maratona /
quando o tempo tinha outro desenho /
e outros homens como personagens da vida /
ou da alma grega /
cujo espanto era a filosofia /
- uma filosofia trágica em Nietzsche /
ou quem sabe em Heráclito de Éfeso... ) /
Um dia ou noite ou madrugada ou aurora /
sairei do meio do espaço /
deitarei ou cairei abaixo da linha do espaço euclidiano /
ou das serras azuladas no horizonte /
ficarei então quedo e mudo /
ave ou animal sem guincho /
já sem as penas negras do anum /
repousando na caveira e nos ossos /
destino trágico de todos os seres humanos /
( trágica é a vida /
não a alma fugidia /
apagado o sol /
imobilizada a bailarina da luz /
que dançava a dança do ventre /
com sete véus ) /
Todavia o espaço lato continuará colocando outros e outras /
exatamente em seu centro de atenções espaciais /
até que se deitem também /
sob a linha do equador /
sem alma e jogado no escuro /
do lado anverso ao sol /
A vida foi escrita por um poeta trágico grego /
ou por um jurista eminentemente técnico /
sem laivo de humanidade /
Um dia noite madrugada ou no dilúculo /
à luz dilucular ou quiçá no lusco fusco /
ou ainda na barra da alva /
a lavar toda treva chorada pelo orvalho /
- desceremos à sombra do Hades /
abaixo das raízes herbáceas arbóreas ou arbustivas /
e abaixo da vida vegetal /
juntaremos pele com o mineral em pó /
volveremos à casa do mineral /
de onde viemos alçados ao lume do sol /
e da lua macilenta e lenta /
e não haverá Ascenção /
excetuados dos gases e da água /
que viaja à gás /
( Há alguma coisa ou ato de bizarro na sensibilidade /
que não aparece senão por dentro do corpo /
senso esse que sabe profeticamente da morte do corpo /
desde tenra idade /
profética já no adolescente /
muito antes de vir as cãs /
ou a calvície masculina /
a prover uma testosterona em teoria esdrúxula /
móvel de elucubração febricitante /
A minha profecia me assevera /
desde tempos remotos /
que morrerei depois de completar 96 anos /
sem decrepitude alguma /
livre de todos os achaques do tempo /
Entrarei no silêncio da noite eterna /
sem o grito angustiante do bebê /
que veio a lume a clamar vigorosamente /
no trauma natural de entrada em atmosfera /
onde adejam mariposas lépidas noctâmbulas /
noctívagos entes com de asas translúcidas e frágeis /
a remar seu espaço no mundo /
constituindo tempo motor /
no ato do remador /
e náufragos a nadar freneticamente /
os membros como rêmiges ou remos da nau corporal /
para onde a luz rutilar /
assinalando uma tênue e insular ou peninsular terra /
na manhã pipilar em pássarros canoros ) /
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