sexta-feira, 20 de setembro de 2013

HIPOCALEMIA(HIPOCALEMIA!) - etimo etimologia glossario

O homem se rebaixou
E abaixo das ervas
Onde está,  jacente,
Tal qual o rio à jusante,
De indivíduo foi transmutado em povo,
Sendo  o homem individual
Na categoria de substância
A primeira substância,
A substância-prima, o sujeito
De que trata  o filósofo Aristóteles
Em seu tratado sobre as categorias ;
Portanto,  deixou de ser o sujeito gramatical ,
O sujeito lógico e ontológico,
A consonar com a metafísica do estagirita
Que, outrossim, versa sobre as categorias.

Mister  educar o povo,
Que deixou de ser homem,
Para ser massa amorfa,
Para deixar os poetas
Viverem  em paz,
Porquanto morrer já não importa
Se é torta a sebe
Por onde a liana sobe
Aliada ao léu
Que voa pela céu
Qual  no téu-téu
Ateu de mel,
Amante sob dossel
O beijo sob o véu
Colhendo da noiva de Klimt
Mestre da art nouveau
E quase do nonsense.

Educar o povo parvo
Para que seus alcaides
E seus barões assinalados pelo estro de Camões
E seus leiteiros desmamados do estro de Drummond
E suas futuras assombrações pelas vielas tortas, mortas,
Quase piegas no estro de Quintana
Na madrugada que é uma porta
Aberta ao madrigal do trovador provençal
De gaia ciência, gai saber, gaia sabedoria
Descrita da pespectiva de desdita de Nietzsche
Com foles de cata-ventos
- que faça o alcaide, do alcácer,
Permitir por olvido
Que  as cidades possam respirar,
andar descalças
no rasto dos carmelitas descalços,
filhos humílimos do profeta Elias
que saiu do Monte Carmelo
onde havia uma escola de profetas
onde haviam já, à época,
poucos homens e muito povo,
ensaindo ensinar
o que Deus ensinou aos profetas profanos
e aos poetas sacros
descritos na etnografia anteMalinowski
e nos ensaios e geoglifos
ou escritos com glicose
tracejados pelo Ancião dos Dias
que cuida de alva e noite
- para ele tudo noiva
Do seu filho Jesus.

A mole dos edifícios,
Toda a massa seca de concreto armado
( armado contra a umidade!,
Contra as guelras dos peixes!,
As brânquias (Oh! As brânquias!),
O asfalto que não absorve a água,
A ausência de árvores, ervas, lianas,
Formas arbustivas de ipê roxo
A pintar a aquarela  para o artista naturalista,
Enfim, todo um labor de joalheiro com vidros,
Que somente seguram besouros batedores,
Uma batedora das abelhas, das vespas, formigas...
Um batedor dos cupins não há
Porque os cupins
Vem para ficar, não enviam batedores,
Nem emissários,
- tudo isso arrolado
E não elencado e concerto
Seca  a seca na boca,
Enxuga a água na boca,
E vai tirando  de nós,
de cada um, um por um,
o peixe que somos
na água mitigada em umidade,
que são nossas brânquias
aparelhadas no ar,
- isso depois que saímos do mar e do rio,
Após nossa fase e face de anfíbios,
Mensuradas em tempo geológico,
- batráquios  que morreram aos montes santos,
- insanos!,
Empilhando com seus corpos
montes de mortes,
 montanhas de mortos...
( Secos da seca do nordeste de Graciliano Ramos
Os tristes olhos do desespero
Mesclados com meia-morte
Da minha irmã “Pietà”
Que perdeu o filho
Para a hipocalemia,
Pregado à cruz da hipocalemia!).

Todavia, hoje,
O que quero com o quero-quero,
Do quero-quero,
É  ir pelos ermos fazendo fazendas,
Mas não somente pelos ermos
Ir   plantar ermidas para anacoretas
Em meios aos edifícios,
fazendo fazendas
Até que o campo
E os campesinos mudem para cá,
Pois melhor seria que a cidade e a metrópole
Se bifurcasse em duas
Com o campo em meio ao concreto
Paulatinamente desarmados,
Não mais desavorados,
Mas com árvores plantadas
Até no corpo do homem,
Pois é assim no homem
Que não é povo, mas um ser,
Um ser algo jardim do éden e de Epicuro,
 com árvores da vida e do conhecimento.
( Claro como água benta
Que  o clima responde mais pela umidade
Que a cidade em felicidade,
Porém há um clima
Entre o homem e a cidade
Tal qual o clima
Entre o homem e a mulher
Que se amam à sombra dos outeiros :
E também uma química, uma alquimia
- um clímax! )


Mas que o campo continue
A ser só o campo
Com casa de campo
Homem do campo
Cavalo campeão
Vaqueiro e peão
Menino e pião
Cantor e canção
No sertão da serra do matão
Em algum gerias que fala por si,
Grita no estribilho do gavião
Que sobrevoa o vôo a planar.

O homem virado em povo
Não sabe nem mais respirar,
Nem mesmo que é essencial respirar,
Pois perdeu a autonomia
E  se transformou em autômato :
Terá que aprender com políticas respiratórias,
Pois tudo vira política
Enquanto  o bom e belo besouro vira-bosta
Cumpre sua vida simples
Sem  praticar ioga
Ou que estiver em voga
No mundo dos escaravelhos,
Velhos, vetustos coleópteros
De asas negras
E vida alva como a Alba
Que se anuncia em clarim
e renuncia a caserna
que prenuncia o festim,
o florete do espadachim...

Deixem-nos livres
Girando girinos
Gerando gerânios
Na gira não-geométrica
Dos mistérios dionisíacos.

(PARA O LIVRO “ Recolha de poemas em ditirambos Escritos no Corpo de Baile das Grandes Dionísias”).
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ANÁTEMA(ANÁTEMA!) - verbete wikcionario etimo

Epikur.jpg

As metrópoles hoje não mais respiram nem deixam respirar . O asfalto  desdenha a água e não a retém nem a bebe, deixa-a para as bocas-de-lobos entupidas com lixo ( ou luxo de uma sociedade fundada no consumo); não segura a água nas paredes dos prédios de concreto armado : pedra mais dura e seca que a rocha originária, quiçá. Assim vivemos, peixes que somos ou fomos ontem no tempo geológico, sem água para respirar, com as narinas e a garganta seca e entupida por refrigerantes dulcíssimos,  fortuna de carboidratos.
A vida é vegetal, vegetativa, está nas plantas, na “planta” da glicose,  que é a planta, planta  que planta e cultiva a vida, na prancha da natureza arquiteta, e seus cultivos e cultivares que, quiçá, conhece e convive com o Arquiteto do Universo, o Ancião dos Dias. Sem os  gases, como o dióxido, o monóxido de carbono, o oxigênio, o nitrogênio e outros, não teremos “vegetividade” e,  consequentemente, não teremos vida mínima sequer,; vida  em que vige o plantio, o cultivo e  cultivares.
Estamos a morrer por não  sabermos  arquitetar cidades, pois não respeitamo-nos enquanto seres humanos, não amamos nossos filhos e netos o suficiente, nem a  nós mesmo ( que não ama a à sua estirpe, odeia-se ou então  é apenas um insensível ignorante perdido na natureza que o corrói com os germe e a estupidez,  que é sua derrocada, porquanto  quando ignoramos o outro ignoramo-nos inconscientemente e nos colocamos todos em perigo iminente, pois o homem sem o grupo de proteção, sob o qual vive, sendo chefe ou subordinado, não logra subsistir, mas entra em decadência social e dissolução da comunidade com morte certa.  É ensejar a crônica de uma morte anunciada,  processo que leva ao fim do homem pela dissolução da associação sob a qual se protegia e dava-se mútua proteção.
Não respiramos mais, senão mal, com pouca umidade no ar,o que nos mata devagarinho, paulatinamente; estamos distantes dos animais, do verde vegetal, dos odores das plantas, da terra que se ergue no vento e se molha na chuva, que traz mariposas de helicóptero auto-pilotável, mariposa que pousam aqui na minha mão e enchem de emoção o coração, atravessando a massa dos edifícios cujas  moles  podem ser avistadas de longe.
Em Nova York, além do Central Parque, já estão fazendo fazendas pequenas entre os arranha-céus  ou  nas  cercanias deles, pois o homem americano ( não digo povo, note!) é mui pragmático e percebe o prejuízo que as cidades moribundas são ara o homem: prejuízo econômico!,  porquanto é nisso que eles pensam, são obcecados pelo ganho –  otimizar os lucros e, na maioria das vezes, mitigar os custos, ou torná-los o mínimo possível,  com dispêndio de  apenas o necessário, pois as despesas, muitas das vezes, tomam parte considerável do lucro e tornam a operação contraproducente, se não inviável.  
De mais a mais, os norte-americanos, o povo pragmático, o homem pragmático,  está sempre atento e alerta contra os malefícios econômicos, políticos e sociais do desperdício,  pois  este encarece tudo, pesa mais que impostos e são tão graves ou mais que a corrupção porque a corrupção, conquanto  nem sempre seja  possível  de evitar,  pode ser minorada nos seus  danos, pois os bens ou numerários desviados podem ser, em  geral o são,  passíveis de restituição,  ao menos nos países em que as leis vem para viger sobre as cabeças de todos e não tão-somente servir de verdugo e cortar as cabeças da maioria dos cavaleiros sem cabeça, que não são lenda, neste caso específico,  nem metáfora,  mas realidade populacional que enche o espaço do campo e da cidade,  o que não ocorre com o custo da saúde pública que, se negligenciada, gruda a conta da inflação em cada parede de hospital e de empresas, governos, do estado, enfim,  e em todos os sentidos,  porquanto  uma doença crônica, que poderia ser evitada com profilaxia adequada, racionalização,  traz não só despesas várias e prejuízos enormes, bem como ocupa inúmeros profissionais razoavelmente remunerados e se alastra em prejuízos que vão ao bolso do indivíduo, então paciente, e volta ao erário inúmeras vezes para cobra  a conta da incompetência e da estupidez, que é elevadíssima e tomas grande parte da renda e marca com compasso e ritmo as relações sociais e econômicas, além de ser a mostra de políticas equivocadas ou negligenciadas  por um governo que, inapelavelmente,  acabará afetado a administração do próximo governo e, o que é pior, criará um costume de governo que com o passar dos anos e com as repetições, acabará como parte da cultura.
Pelo exposto, pode se depreender, sem dificuldade, porque o homem precisa ter o poder maior que o do estado e dos seus governantes que, em todos os lugares da terra, demonstraram que são fracassos. Todos os governos hoje no planeta terra são contundentes, redundantes, retumbantes fracassos,  motivos de decepções e frustrações do povo ( o homem de seu de categoria aristotélica quando de indivíduo humano virou povo, ou seja, foi-lhe usurpada  pela espada a sua substância então cortada pelou direito,               que é a arma do estado, sempre escravocrata. O estado é o império sobre um só povo, ou antes, que transforma um conjunto  de homens da mesma etnia e língua em povo, ou seja, em escravos. Ao perder, ao ser usurpado da sua realidade ( de rei) de sujeito do mundo , o homem, enquanto ser, ousía, substância primeira ou substância–prima do mundo,  viu-se  obrigado, coagido a se rebaixar a uma coisa, um povo, uma massa disforme e vária).
Para que o homem, enquanto indivíduo dentro de uma coletividade, tenha poder,  não importa a hierarquia,  é mister que tenha atitude, seja livre para ter atitude, o que não acontece com um povo, que, e geral, mormente no que o povo foi transformado, em massa, não passa de objeto de manobras de demagogos e outros. O homem é maior que o povo, pois o povo começa e termina no homem e não o contrário, conforme se apregoa. Chegou o tempo de acabar com os governos representativos,  que , de fato e de direito, não representam senão alguns grupos no pode r e vinculados aos senhores no poder, forma antiga de dominar pela força  bruta da espada romana, da cruz romana  e do direito romano, que substituiu a vetusta  religião e a adornou com a filosofia menor da Hélade , depois da filosofia maior de Aristóteles. A filosofia entrou na maioridade, na maturidade, na sua plenitude com o estagirita, passando pela juventude com Sócrates e Platão. Portanto, chegou a hora do  governo retornar ao homem enquanto indivíduo livre em cidades-estados em que todos são governantes, utilizando-se, evidentemente, de mecanismos políticos que permitam e tornem viável essa governabilidade. Um homem no governo a cada ano e que não retorne depois a um segundo tempo e governabilidade, pois isso tende a cristalizar a corrupção, que é apanágio do homem, exceto do homem de Aristóteles na Ética a Nicômaco ou nicomaquéia. Mas apenas ali, naquela obra  arrancada ao coração do filósofo.
Por outro lado, as instituições, as, quais hoje são colossais conglomerados,  teias de aranha onde o homem está preso e é morto diuturnamente,  tem que ser menores e submissas ao homem, pois o homem é quem cria as instituições e não o contrário : as instituições, empresas e o que seja, são feitas para o homem, para servir ao homem e não o homem oposto. A oração que reza que o homem passa e as instituições ficam é uma balela, um sofisma grosseiro, maldoso, pois subverte a realidade, aniquila a verdade que é posta por cada indivíduo e que sobrevive às instituições e às belas letras.Nos Evangelhos: é o sábado para o homem e não o homem para o sábado. Será que essa frase poderá instigar os homens-múmias que pensam que dirigem as instituições, mas que, no fundo, são marionetes delas?
Na atualidade quem atua, são atores e sujeitos que  não  o homem, mas as instituições, esses asilos para doentes mentais e enfermos do corpo e da alma: estados, igrejas, empresas, associações, etc. Mesmo o homem aparentemente mais poderoso do mundo, o presidente dos Estados Unidos da América , não tem poder algum, pois somente pode agir se consultar as instituições: Congresso Nacional, a mídia, os grandes bancos que comandam o mundo financeiro e que fazem da economia ma mentira enfeitada, ao invés de uma ciência séria. Quem manda, comanda, é a lei, as instituições também obedecem a lei, instituição magna do direito, elaboradas pelo estado, este ditador universal da terra  onde vive cada indivíduo humano prisioneiro delas.  Não há mais liberdade, nem para onde fugir.Vivemos à época da ditadura das instituições laicas e religiosas. Na Idade Média o comando da Europa tinha seu cerne na igreja Católica, que exercia seu monopólio e seu solilóquio. Hoje são as instituições que forma o estado de direito ou teocrático.
Fomos rebaixados a sujeitos gramaticais, nada mais. Descemos à sintaxe das palavras. Foi revogada nossa dignidade como sujeitos ontológicos e lógicos na proposição da substância de Aristóteles, tempo em que o homem tinha liberdade, pois o filósofo não era, decerto, nenhum nefelibata destrambelhado. Na filosofia do estagirita éramos a substância primeira, de onde  tudo provinha; éramos o sujeito lógico, ontológico, senhores do mundo que moldávamos a nosso talante. Hoje, tigres de papel, sujeitos da gramática, meras ficções de interlúdio, títeres das leis.  Só não nos transformaram em predicados do sujeito porque isso  é mera ficção, conquanto se faça isso por direito ou de direito, pois o direito tem o poder, o condão de ignorar os fatos e viver da ficção jurídica que pode dizer o que quiser que isso vira lei de besouro montanha abaixo, ó Epicuro de Samos! O que somos? Ou nos obrigam a ser?! De Samos não somos, nem do Jardim.
 Não somos mais o ser, a ousia,  a substância (“substantia”),  a essência (“essentia”), o sujeito da proposição, da enunciação, o sujeito da concretude, “einai”?!... Sim , somos; mas as leis venenosas armam sofismas e os mais tolos( a maioria absoluta, que comanda!) crê como uma moça parva ou uma mosca morta.
Finado esse anátema(anátema!), que é o estado de direito, a república, morto o leviatã mitológico que a tudo e a todos domina implacável, o homem ficará somente com o capitalismo, que ele próprio, enquanto indivíduo, poderá dirigir como juiz de si e do sistema e onde os líderes emergirão naturalmente e, destarte,  inaugurarão uma  Era da inteligência inata, pois cada um terá a liberdade de falar e fazer aquilo que melhor sabem ou sabem com maior proficiência.. Somente assim nós todos, cada um de nós, enquanto indivíduos, poderemos dirigir nossa vida e os sistemas que pomos como pomos ( de ouro) no mundo como nossos filhos mentais, os  quais acabam monstrengos que nos devoram com o tempo, numa espécie de mito de Cronos  aos  avessos.
Testemos uma cidade-estado assim, nestes moldes aqui explanados grosso modo em alguma Geonímia.
 
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GEONÍMIA(GEONÍMIA!0 - wikcionario glossario etimo


Epikur.jpg



As metrópoles hoje não mais respiram nem deixam respirar . O asfalto  desdenha a água e não a retém nem a bebe, deixa-na para as bocas-de-lobos entupidas com lixo ( ou luxo de uma sociedade fundada no consumo); não segura a água nas paredes dos prédios de concreto armado : pedra mais dura e seca que a rocha originária, quiçá. Assim vivemos, peixes que somos ou fomos ontem no tempo geológico, sem água para respirar, com as narinas e a garganta seca e entupida por refrigerantes dulcíssimos,  fortuna de carboidratos.
A vida é vegetal, vegetativa, está nas plantas, na “planta” da glicose,  que é a planta, planta  que planta e cultiva a vida, na prancha da natureza arquiteta, e seus cultivos e cultivares que, quiçá, conhece e convive com o Arquiteto do Universo, o Ancião dos Dias. Sem os  gases, como o dióxido, o monóxido de carbono, o oxigênio, o nitrogênio e outros, não teremos “vegetividade” e,  consequentemente, não teremos vida mínima sequer,; vida  em que vige o plantio, o cultivo e  cultivares.
Estamos a morrer por não  sabermos  arquitetar cidades, pois não respeitamo-nos enquanto seres humanos, não amamos nossos filhos e netos o suficiente, nem a  nós mesmo ( que não ama a à sua estirpe, odeia-se ou então  é apenas um insensível ignorante perdido na natureza que o corrói com os germe e a estupidez,  que é sua derrocada, porquanto  quando ignoramos o outro ignoramo-nos inconscientemente e nos colocamos todos em perigo iminente, pois o homem sem o grupo de proteção, sob o qual vive, sendo chefe ou subordinado, não logra subsistir, mas entra em decadência social e dissolução da comunidade com morte certa.  É ensejar a crônica de uma morte anunciada,  processo que leva ao fim do homem pela dissolução da associação sob a qual se protegia e dava-se mútua proteção.
Não respiramos mais, senão mal, com pouca umidade no ar,o que nos mata devagarinho, paulatinamente; estamos distantes dos animais, do verde vegetal, dos odores das plantas, da terra que se ergue no vento e se molha na chuva, que traz mariposas de helicóptero auto-pilotável, mariposa que pousam aqui na minha mão e enchem de emoção o coração, atravessando a massa dos edifícios cujas  moles  podem ser avistadas de longe.
Em Nova York, além do Central Parque, já estão fazendo fazendas pequenas entre os arranha-céus  ou  nas  cercanias deles, pois o homem americano ( não digo povo, note!) é mui pragmático e percebe o prejuízo que as cidades moribundas são ara o homem: prejuízo econômico!,  porquanto é nisso que eles pensam, são obcecados pelo ganho –  otimizar os lucros e, na maioria das vezes, mitigar os custos, ou torná-los o mínimo possível,  com dispêndio de  apenas o necessário, pois as despesas, muitas das vezes, tomam parte considerável do lucro e tornam a operação contraproducente, se não inviável.  
De mais a mais, os norte-americanos, o povo pragmático, o homem pragmático,  está sempre atento e alerta contra os malefícios econômicos, políticos e sociais do desperdício,  pois  este encarece tudo, pesa mais que impostos e são tão graves ou mais que a corrupção porque a corrupção, conquanto  nem sempre seja  possível  de evitar,  pode ser minorada nos seus  danos, pois os bens ou numerários desviados podem ser, em  geral o são,  passíveis de restituição,  ao menos nos países em que as leis vem para viger sobre as cabeças de todos e não tão-somente servir de verdugo e cortar as cabeças da maioria dos cavaleiros sem cabeça, que não são lenda, neste caso específico,  nem metáfora,  mas realidade populacional que enche o espaço do campo e da cidade,  o que não ocorre com o custo da saúde pública que, se negligenciada, gruda a conta da inflação em cada parede de hospital e de empresas, governos, do estado, enfim,  e em todos os sentidos,  porquanto  uma doença crônica, que poderia ser evitada com profilaxia adequada, racionalização,  traz não só despesas várias e prejuízos enormes, bem como ocupa inúmeros profissionais razoavelmente remunerados e se alastra em prejuízos que vão ao bolso do indivíduo, então paciente, e volta ao erário inúmeras vezes para cobra  a conta da incompetência e da estupidez, que é elevadíssima e tomas grande parte da renda e marca com compasso e ritmo as relações sociais e econômicas, além de ser a mostra de políticas equivocadas ou negligenciadas  por um governo que, inapelavelmente,  acabará afetado a administração do próximo governo e, o que é pior, criará um costume de governo que com o passar dos anos e com as repetições, acabará como parte da cultura.
Pelo exposto, pode se depreender, sem dificuldade, porque o homem precisa ter o poder maior que o do estado e dos seus governantes que, em todos os lugares da terra, demonstraram que são fracassos. Todos os governos hoje no planeta terra são contundentes, redundantes, retumbantes fracassos,  motivos de decepções e frustrações do povo ( o homem de seu de categoria aristotélica quando de indivíduo humano virou povo, ou seja, foi-lhe usurpada  pela espada a sua substância então cortada pelou direito,               que é a arma do estado, sempre escravocrata. O estado é o império sobre um só povo, ou antes, que transforma um conjunto  de homens da mesma etnia e língua em povo, ou seja, em escravos. Ao perder, ao ser usurpado da sua realidade ( de rei) de sujeito do mundo , o homem, enquanto ser, ousía, substância primeira ou substância–prima do mundo,  viu-se  obrigado, coagido a se rebaixar a uma coisa, um povo, uma massa disforme e vária).
Para que o homem, enquanto indivíduo dentro de uma coletividade, tenha poder,  não importa a hierarquia,  é mister que tenha atitude, seja livre para ter atitude, o que não acontece com um povo, que, e geral, mormente no que o povo foi transformado, em massa, não passa de objeto de manobras de demagogos e outros. O homem é maior que o povo, pois o povo começa e termina no homem e não o contrário, conforme se apregoa. Chegou o tempo de acabar com os governos representativos,  que , de fato e de direito, não representam senão alguns grupos no pode r e vinculados aos senhores no poder, forma antiga de dominar pela força  bruta da espada romana, da cruz romana  e do direito romano, que substituiu a vetusta  religião e a adornou com a filosofia menor da Hélade , depois da filosofia maior de Aristóteles. A filosofia entrou na maioridade, na maturidade, na sua plenitude com o estagirita, passando pela juventude com Sócrates e Platão. Portanto, chegou a hora do  governo retornar ao homem enquanto indivíduo livre em cidades-estados em que todos são governantes, utilizando-se, evidentemente, de mecanismos políticos que permitam e tornem viável essa governabilidade. Um homem no governo a cada ano e que não retorne depois a um segundo tempo e governabilidade, pois isso tende a cristalizar a corrupção, que é apanágio do homem, exceto do homem de Aristóteles na Ética a Nicômaco ou nicomaquéia. Mas apenas ali, naquela obra  arrancada ao coração do filósofo.
Por outro lado, as instituições, as, quais hoje são colossais conglomerados,  teias de aranha onde o homem está preso e é morto diuturnamente,  tem que ser menores e submissas ao homem, pois o homem é quem cria as instituições e não o contrário : as instituições, empresas e o que seja, são feitas para o homem, para servir ao homem e não o homem oposto. A oração que reza que o homem passa e as instituições ficam é uma balela, um sofisma grosseiro, maldoso, pois subverte a realidade, aniquila a verdade que é posta por cada indivíduo e que sobrevive às instituições e às belas letras.Nos Evangelhos: é o sábado para o homem e não o homem para o sábado. Será que essa frase poderá instigar os homens-múmias que pensam que dirigem as instituições, mas que, no fundo, são marionetes delas?
Na atualidade quem atua, são atores e sujeitos que  não  o homem, mas as instituições, esses asilos para doentes mentais e enfermos do corpo e da alma: estados, igrejas, empresas, associações, etc. Mesmo o homem aparentemente mais poderoso do mundo, o presidente dos Estados Unidos da América , não tem poder algum, pois somente pode agir se consultar as instituições: Congresso Nacional, a mídia, os grandes bancos que comandam o mundo financeiro e que fazem da economia ma mentira enfeitada, ao invés de uma ciência séria. Quem manda, comanda, é a lei, as instituições também obedecem a lei, instituição magna do direito, elaboradas pelo estado, este ditador universal da terra  onde vive cada indivíduo humano prisioneiro delas.  Não há mais liberdade, nem para onde fugir.Vivemos à época da ditadura das instituições laicas e religiosas. Na Idade Média o comando da Europa tinha seu cerne na igreja Católica, que exercia seu monopólio e seu solilóquio. Hoje são as instituições que forma o estado de direito ou teocrático.
Fomos rebaixados a sujeitos gramaticais, nada mais. Descemos à sintaxe das palavras. Foi revogada nossa dignidade como sujeitos ontológicos e lógicos na proposição da substância de Aristóteles, tempo em que o homem tinha liberdade, pois o filósofo não era, decerto, nenhum nefelibata destrambelhado. Na filosofia do estagirita éramos a substância primeira, de onde  tudo provinha; éramos o sujeito lógico, ontológico, senhores do mundo que moldávamos a nosso talante. Hoje, tigres de papel, sujeitos da gramática, meras ficções de interlúdio, títeres das leis.  Só não nos transformaram em predicados do sujeito porque isso  é mera ficção, conquanto se faça isso por direito ou de direito, pois o direito tem o poder, o condão de ignorar os fatos e viver da ficção jurídica que pode dizer o que quiser que isso vira lei de besouro montanha abaixo, ó Epicuro de Samos! O que somos? Ou nos obrigam a ser?! De Samos não somos, nem do Jardim.
 Não somos mais o ser, a ousia,  a substância (“substantia”),  a essência (“essentia”), o sujeito da proposição, da enunciação, o sujeito da concretude, “einai”?!... Sim , somos; mas as leis venenosas armam sofismas e os mais tolos( a maioria absoluta, que comanda!) crê como uma moça parva ou uma mosca morta.
Finado esse anátema, que é o estado de direito, a república, morto o leviatã mitológico que a tudo e a todos domina implacável, o homem ficará somente com o capitalismo, que ele próprio, enquanto indivíduo, poderá dirigir como juiz de si e do sistema e onde os líderes emergirão naturalmente e, destarte,  inaugurarão uma  Era da inteligência inata, pois cada um terá a liberdade de falar e fazer aquilo que melhor sabem ou sabem com maior proficiência.. Somente assim nós todos, cada um de nós, enquanto indivíduos, poderemos dirigir nossa vida e os sistemas que pomos como pomos ( de ouro) no mundo como nossos filhos mentais, os  quais acabam monstrengos que nos devoram com o tempo, numa espécie de mito de Cronos  aos  avessos.
Testemos uma cidade-estado assim, nestes moldes aqui explanados grosso modo em alguma Geonímia(geonímia!).
 
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